O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), afirmou que seguirá até o fim na disputa pela Presidência da República e disse que sua pré-candidatura tem como objetivo “enobrecer e melhorar o nível do debate” político no país.
A declaração foi dada em entrevista ao portal Metrópole, durante o programa Jornal da Bahia, na manhã deste sábado (24/1). O governador deixa o comando de Minas Geras no dia 22 de março para se dedicar integralmente à disputa pela presidência.
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Zema, que lançou sua pré-candidatura em agosto do ano passado, destacou que hoje se encontra em uma posição mais favorável do que na eleição de 2018, quando concorreu pela primeira vez ao Palácio Tiradentes. “Naquela época eu comecei com menos de 1% e hoje já apareço com 3% ou 4% nas pesquisas. Estou muito melhor do que em 2018. Sair do zero é muito mais difícil do que sair de alguma coisa”, afirmou.
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Segundo o governador, o partido Novo pretende pautar temas que, em sua avaliação, não têm sido enfrentados de forma consistente no debate nacional. Entre eles, Zema citou o combate ao nepotismo. “Se você quer ser político, esqueça os amigos e a família. Você está recebendo dinheiro público, não está ali para distribuir favores”, disse, criticando a nomeação de parentes de políticos para cargos estratégicos, mencionando tribunais de contas como exemplos de práticas que, segundo ele, precisam ser revistas.
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A transparência na administração pública também foi destacada pelo governador mineiro. Para ele, não há justificativa para que informações semelhantes, no âmbito federal, só se tornem públicas décadas depois - crítica direta aos "sigilos de cem anos” impostos por gestores. “O que eu faço hoje, no mês seguinte está lá no Portal da Transparência, declarou.
