Falcão está 'próximo' do Republicanos: 'Não serei base do Lula'
Sem partido, prefeito de Patos de Minas e presidente da AMM admite aproximação com o Republicanos, descarta o MDB e diz que decisão será tomada até março
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O prefeito de Patos de Minas e presidente da Associação Mineira de Municípios, Luís Eduardo Falcão (sem partido), confirmou conversas com diferentes legendas, incluindo Republicanos e MDB, mas deixou claro que não pretende se filiar a siglas alinhadas ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A decisão sobre seu futuro partidário, segundo ele, deve ser tomada até março. Declaração foi dada durante entrevista exclusiva ao Estado de Minas.
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“Estou sem partido. Conversei com vários, inclusive o Republicanos e o MDB, para entender os movimentos. Mas não posso ir para partido da base do governo Lula. Não é minha linha”, afirmou Falcão.
Apesar de reconhecer que mantém diálogo com mais de uma legenda, o presidente da AMM admitiu estar hoje mais próximo do Republicanos, partido que abriga nomes da direita nacional e tem forte presença no cenário político. “Hoje, estou mais próximo do Republicanos, partido do governador Tarcísio, do senador Cleitinho, com quem tenho excelente relação”, disse.
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Falcão também minimizou o peso das siglas na dinâmica política atual, avaliando que a força partidária tem sido superestimada no discurso público. “O centrão existe mais no discurso do que na prática. As pessoas votam mais na pessoa do que no partido”, afirmou. Ainda assim, ressaltou que há limites claros para suas escolhas. “Mas algumas situações são inviáveis. Eu não posso ir para um partido da base do governo Lula”, ressaltou.
Ao comentar sua trajetória recente, Falcão relembrou conflitos partidários que, segundo ele, ajudaram a moldar sua postura de independência. Filiado ao Partido Novo por 5 anos, ele afirmou que enfrentou restrições internas quando tentou disputar a Prefeitura de Patos de Minas em 2020. “Já vivi isso em 2020. Fui filiado ao Novo desde 2015. Em 2020, o Novo não permitiu minha candidatura a prefeito. Fui para o Podemos, tive liberdade”, afirmou.
O prefeito contou que retornou ao Novo e manteve uma postura institucional de defesa do governo estadual, mas voltou a se sentir limitado politicamente durante o processo eleitoral da Associação Mineira de Municípios. “Voltei ao Novo em 2023. Defendi o governo, mas na eleição da AMM o governo trabalhou contra minha candidatura. Não aceitou bem a independência da AMM”, declarou.
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Segundo Falcão, a experiência reforçou sua decisão de manter autonomia em relação a governos e partidos. Atualmente sem filiação, ele afirmou que o momento é de avaliação estratégica. “Hoje estou sem partido, mas tomarei decisão até março.”