ENTREVISTA EXCLUSIVA

Marília defende tarifa zero, mas cobra definição sobre financiamento

Para Marília Campos (PT), o modelo só seria viável com a participação direta da União, uma vez que os municípios já acumulam uma série de responsabilidades

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A prefeita de Contagem, Marília Campos (PT), afirmou que não é contrária à adoção da tarifa zero no transporte coletivo, mas ponderou que a proposta só pode avançar a partir de um debate consistente sobre quem será responsável pelo financiamento do sistema. Em entrevista exclusiva ao Estado de Minas, ela avaliou que a gratuidade não pode ser tratada como solução isolada e alertou para o risco de sobrecarregar os municípios sem a devida contrapartida financeira.

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Para Marília, o modelo só seria viável com a participação direta da União e, eventualmente, do governo estadual, uma vez que os municípios já acumulam uma série de responsabilidades constitucionais sem a correspondente distribuição de recursos. Na avaliação da prefeita, não é razoável transferir ao usuário ou às prefeituras o custo integral do sistema, especialmente diante da concentração de receitas no governo federal. 

“Eu acho que a primeira coisa que tem que discutir é quem vai financiar. Eu não sou contra a tarifa zero, mas quem vai financiar? O município? O usuário? Quem tem que financiar vai ser a União, ou, no máximo, estabelecer responsabilidades. Parte da União, parte do Estado, parte do município. Porque o que que tá acontecendo hoje? Votam as propostas lá em Brasília e mandam a conta para o município pagar. A gente não dá conta. Nós temos competências constitucionais, muitas, mas o recurso, ele tá concentrado na União”, ponderou.

Melhorias na cidade

Ao tratar da mobilidade urbana de forma mais ampla, Marília destacou que Contagem tem direcionado grande parte de seus investimentos para o setor, com o objetivo de tornar o transporte coletivo mais atrativo e, assim, reduzir o número de veículos particulares em circulação. Enquanto esse processo não se consolida, segundo ela, a prefeitura tem executado um conjunto de obras para ampliar a capacidade viária da cidade.

“Se a gente tiver um transporte coletivo que convide o cidadão a deixar o carro em casa, nós teremos menos trânsito. Enquanto isso não acontece, nós estamos fazendo obras, obras para ampliar a rodovia, obras para ampliar o sistema viário, obras para ampliar viaduto, tamanho do viaduto, construção de viadutos”, exemplifica.

Entre as intervenções citadas estão a ampliação dos viadutos das Américas e do Ceasa. A prefeita também mencionou as obras da Avenida Maracanã, que concentram investimentos superiores a R$ 300 milhões.

Marília acrescentou que a prefeitura também executa intervenções nas Avenidas João César de Oliveira e Ressaca, e no bairro Darcy Ribeiro, com a implantação de estações e terminais de transporte coletivo. Segundo ela, dez estações já foram concluídas e quatro terminais estão em implantação, sendo dois finalizados e dois em execução, com previsão de inauguração ainda neste ano.

“Isso para quê? Para que a gente faça a via exclusiva dos ônibus. E ali na via exclusiva nós vamos integrar o sistema de mobilidade. Por quê? Porque 70% do transporte coletivo, ele é metropolitano, gestão do Estado, e 30% do município. Então, as estações e terminais vão integrar esse sistema e ter o bilhete único. Vai ficar mais barato, mais eficiente e mais rápido”, explicou.

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A prefeita também destacou avanços na expansão do metrô. Ela ressaltou que a ampliação até a região do Novo Dourado deve ser inaugurada em breve pela concessionária e que a prefeitura articulou, junto ao governo federal, a liberação de R$ 1 bilhão para viabilizar uma nova estação, próxima à região do bairro Eldorado. 

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