Marília Campos dá prazo para Lula definir eventual candidatura ao Senado
Em entrevista exclusiva ao Estado de Minas, prefeita descarta hipótese de concorrer ao governo de Minas Gerais ou de integrar uma chapa majoritária como vice
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A prefeita de Contagem, Marília Campos (PT), afirmou em entrevista exclusiva ao Estado de Minas que o Partido dos Trabalhadores e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) têm até fevereiro para definir sobre uma eventual candidatura sua nas eleições de 2026. Segundo ela, o prazo é considerado decisivo para que a legenda organize o tabuleiro eleitoral em Minas Gerais e alinhe a estratégia do partido.
“Não adianta chegar para mim em março e falar: 'Olha, agora você desincompatibiliza'. Eu não sou uma deputada que pode desincompatibilizar e posso voltar depois. Eu tenho que renunciar, tenho que deixar a cidade preparada politicamente para esse processo, para que ela não se sinta abandonada. Por isso é que eu coloco um tempo para esse processo de decisão”, disse a prefeita ao Estado de Minas. “O meu prazo é fevereiro. Acabou fevereiro, eu não decido mais. Isso não acontecendo, esse prazo esgotou”, completou.
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Marília reiterou que, no momento, apenas uma possibilidade está colocada sobre a mesa: a disputa pelo Senado. A prefeita descartou qualquer hipótese de concorrer ao governo de Minas Gerais ou de integrar uma chapa majoritária como candidata a vice.
Segundo Marília, a decisão de colocar o nome à disposição decorre do cenário apontado por pesquisas eleitorais já divulgadas, nas quais aparece, de forma recorrente, na liderança da disputa para o cargo. Na avaliação dela, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que disputará a reeleição, precisará de um palanque forte em Minas Gerais, e esse espaço poderia ser ocupado por ela, que já exerceu quatro mandatos como prefeita, além de ter sido deputada e vereadora.
Marília destacou que a sua disponibilidade não foi acompanhada, até agora, de uma definição formal por parte do PT. Ela afirmou que ainda não tratou diretamente do tema com o presidente Lula e avaliou que a eventual candidatura precisa ser cuidadosamente “amarrada”.
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“Eu me disponibilizei, mas o PT ainda não definiu, eu não conversei com o presidente Lula e eu acho que isso tudo tem que ser amarrado direito. Para eu ser candidata eu tenho que colocar algumas condições. Uma delas é ser abraçada pelo presidente Lula. Eu quero que ele fale: ‘Ó, Marília, você é a minha candidata do meu coração’. Eu quero esse chamego do presidente Lula. E quero também que o PT, a partir da sua decisão de me acolher como candidata ao Senado, garanta toda a infraestrutura necessária para que eu tenha uma boa campanha, porque são 853 municípios e não dá para brincar”, enfatizou.
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Caso o PT confirme seu nome para a corrida ao Senado, Marília Campos terá de renunciar ao comando da Prefeitura de Contagem para atender às exigências da legislação eleitoral. Pela regra da desincompatibilização, prefeitos que pretendem disputar outro cargo devem deixar o posto até seis meses antes do pleito. No calendário de 2026, isso significa a saída do cargo até o início de abril.