Ao defender pai, Carlos Bolsonaro diz que Brasil segue caminho da Venezuela
Vereador diz que prisão de Jair Bolsonaro, condenado por tentativa de golpe, reflete atuação do Judiciário brasileiro que, segundo ele, tem modelo da Venezuela
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O vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ) comparou a atuação do Judiciário brasileiro ao que classificou como o “mesmo roteiro que destruiu a Venezuela”, em referência à repressão do regime de Nicolás Maduro. A declaração, publicada no X (antigo Twitter) nesse domingo (4/1), foi feita ao comentar a prisão do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), condenado e preso por tentativa de golpe, que ele classifica como perseguição política.
“Perseguição política, justiça usada como arma, censura disfarçada de legalidade e medo imposto como método de controle”, escreveu Carlos no X (antigo Twitter). Segundo ele, o Brasil estaria trilhando um caminho semelhante ao do país vizinho. “Não é coincidência. É o mesmo caminho. E quem ainda finge não ver está apenas assistindo ao Brasil virar aquilo que pensou que jamais veria”, afirmou.
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O que fazem hoje com Jair Bolsonaro e com milhares de inocentes é exatamente o mesmo roteiro que destruiu a Venezuela: perseguição política, justiça usada como arma, censura disfarçada de legalidade e medo imposto como método de controle. Não é coincidência. É o mesmo caminho. E…
— Carlos Bolsonaro (@CarlosBolsonaro) January 5, 2026
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A declaração ocorre em meio à repercussão internacional da captura do ditador venezuelano Nicolás Maduro, detido no sábado (3/1) em Caracas, ao lado da esposa, Cilia Flores, por forças dos Estados Unidos.
Acusado de narcotráfico e terrorismo, Maduro deve comparecer nesta segunda-feira (5/1) ao Tribunal Federal do Distrito Sul de Manhattan, em Nova York, para responder formalmente às acusações.
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Prisão de Bolsonaro
Jair Bolsonaro cumpre pena definitiva de 27 anos e três meses de prisão após condenação por tentativa de golpe de Estado. Além da pena de reclusão, Bolsonaro teve os direitos políticos suspensos durante todo o período de cumprimento da condenação e ficará inelegível por mais oito anos após o término da pena, o que o afasta do cenário eleitoral até 2060.