Uma baleia-franca acompanhada de seu filhote foi flagrada nesta terça-feira (4/8) na região do Arpoador, Zona Sul do Rio de Janeiro (RJ), com uma rede de pesca enrolada na cabeça e na boca. O registro foi feito pela fotógrafa Emma Monteiro da Rocha, que realizava um trabalho de avistamento em um veleiro no momento do encontro.
As imagens, que circulam nas redes sociais do projeto Amigos da Jubarte, revelam a gravidade da situação do animal. A espécie é considerada ameaçada de extinção em águas brasileiras, o que torna qualquer incidente desse tipo um risco direto aos esforços de conservação da população remanescente.
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Alerta sobre riscos e procedimentos
Diante do cenário, especialistas reforçam que banhistas e navegantes não devem tentar remover o material por conta própria. "A população não deve tentar ajudar a baleia por ser uma situação de risco", destacou o diretor da iniciativa, lembrando que a aproximação indevida pode causar acidentes graves.
Caso o animal seja avistado novamente com os apetrechos de pesca, a orientação é manter distância e acionar imediatamente os órgãos ambientais ou o projeto especializado. O monitoramento é essencial para avaliar a possibilidade de uma intervenção técnica segura.
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Hábitos e preservação da baleia-franca
A baleia-franca possui um comportamento marcadamente costeiro, aproximando-se com frequência da faixa de areia. Essa característica facilitou a caça predatória no passado e hoje expõe os indivíduos a ameaças modernas, como o emalhe em redes de pesca.
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Embora o principal refúgio reprodutivo da espécie no Brasil seja o litoral de Santa Catarina, o Rio de Janeiro funciona como um corredor migratório fundamental. Durante o inverno e a primavera, milhares de cetáceos utilizam a costa fluminense como rota, transformando a região em um ponto estratégico para a observação e estudo desses animais.
