O casal Bruno Serge de Almeida Castro e Juliana Tristão realizou um sonho no último domingo (12/4): eles assistiram ao show da banda Guns N’Roses no Estádio Kleber Andrade, em Cariacica (ES). Mas o que era só alegria terminou com um prejuízo de quase R$ 12 mil depois que eles foram vítimas do golpe da troca de cartão

Segundo Juliana, o casal deixava o local quando foi abordado por um vendedor informal, sem credenciamento. “Ele chegou falando: ‘compra aqui comigo, estou fazendo um preço bom, preciso viajar para o próximo show’. A gente acabou comprando para ajudar”, contou.

O ambulante ofereceu duas cervejas por R$ 20. Bruno tentou fazer o pagamento por aproximação na maquininha de cartão, mas o vendedor disse que tinha dado erro, já que a conexão estava ruim.  Em seguida, pediu que o cliente inserisse o cartão na máquina e digitasse a senha.

“Ele falou: ‘insere o cartão, porque o outro rapaz conseguiu’. Meu marido inseriu e digitou a senha. Ele ficou levantando a maquininha, como se estivesse procurando sinal”, relatou Juliana.

Após algumas tentativas, o vendedor afirmou que a transação não havia sido concluída e sugeriu o pagamento via Pix. O valor de R$ 20 foi transferido, e o cartão foi devolvido, mas não era o mesmo.

“A gente não percebeu na hora. Era um cartão igual, da mesma cor, mesma bandeira, só que no nome de outra pessoa. Ele trocou”, disse.

O casal foi para casa sem perceber que o cartão estava no nome de uma mulher. O golpe só foi descoberto no dia seguinte. Inicialmente, Bruno chegou a desconfiar de fraude ao ver movimentações no aplicativo do banco, mas acreditou que seu cartão estava seguro.

“Ele olhou rápido e viu o cartão na mesa. Achou que era o dele. Só mais tarde, quando tentou usar na padaria e foi recusado, é que fomos conferir direito”, contou Juliana.

Foi então que veio a confirmação. “A moça do banco pediu para olhar o nome atrás do cartão. Quando ele virou, viu que não era o dele”, afirmou Juliana.

Segundo ela, os criminosos conseguiram acessar tanto o saldo da conta quanto o limite do crédito. “Foi um susto. Em poucas horas, fizeram vários saques e compras”, disse.

O casal registrou boletim de ocorrência e contestou as transações junto ao banco. Agora, aguarda a análise, que pode levar até 90 dias. Apesar do prejuízo, Juliana diz que decidiu expor o caso para alertar outras pessoas. “Muita gente começou a aparecer dizendo que passou por isso também, mas nem todo mundo quer se expor. Eu resolvi falar para evitar que outros sejam prejudicados”, contou.

Ela afirma que desconhecia esse tipo de crime. “Eu nunca tinha ouvido falar. Hoje, a gente sabe: não pode entregar o cartão na mão de ninguém”, alertou.

Casos semelhantes têm sido registrados em diferentes estados do país, principalmente em grandes eventos. Criminosos se aproveitam da aglomeração e da distração das vítimas para aplicar o chamado “golpe da troca do cartão”, que pode causar prejuízos em poucas horas.

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Enquanto aguarda a análise do banco, o casal tenta seguir em frente. “No primeiro dia foi muito difícil, mas agora é bola para frente. A vida continua”, afirmou a mulher; 

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