Relembre 5 crimes no Brasil que tiveram grande repercussão na mídia
Assim como um recente caso em Goiás, outros crimes chocaram o país e mobilizaram a opinião pública em busca de justiça; veja os desfechos
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A recente comoção nacional em torno do desaparecimento e assassinato de uma corretora de imóveis mineira em Goiás reacende a memória de outros crimes que pararam o Brasil. Casos de grande repercussão mobilizam a opinião pública, geram debates e reforçam o clamor social por justiça.
Assim como o episódio atual, que tem um síndico como principal suspeito, outras histórias criminais ganharam destaque na mídia por seus desdobramentos chocantes e investigações complexas. Muitas delas permanecem no imaginário popular mesmo anos após o desfecho judicial.
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Caso Isabella Nardoni
Em março de 2008, a menina Isabella Nardoni, de 5 anos, foi jogada da janela do sexto andar de um prédio em São Paulo (SP). O pai, Alexandre Nardoni, e a madrasta, Anna Carolina Jatobá, foram condenados pelo crime. Alexandre foi condenado a 31 anos, 1 mês e 10 dias de prisão e cumpre regime aberto desde 2024. Já Anna Carolina teve a condenação de 26 anos e 8 meses, e segue em regime aberto desde 2023.
Mesmo após as investigações e julgamento, ocorrido em março de 2010, o casal afirma ser inocente. O caso ganhou uma adaptação na Netflix, com direção de Claudio Manoel e Micael Langer, e entrou no streaming em março de 2023. -
Caso Eliza Samudio
A modelo Eliza Samudio desapareceu em 2010, e a investigação apontou o envolvimento do goleiro Bruno Fernandes, com quem ela teve um filho.
O atleta, que manteve um relacionamento extraconjugal com ela, foi condenado em 2013 a 22 anos de prisão por envolvimento no homicídio, quando a vítima tinha 25 anos. No entanto, a pena acabou sendo reduzida para 20 anos e nove meses. Atualmente, ele cumpre a pena em regime aberto.
Ao todo, seis pessoas foram condenadas. Uma delas, o ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, sentenciado em julho de 2024 a 16 anos de prisão por outro homicídio. O motorista Devanir Claudiano Alves foi assassinado em 2009, no Bairro Juliana, na Região Norte de Belo Horizonte.O corpo de Eliza nunca foi encontrado. Em movimentação recente do caso, em dezembro de 2025, o passaporte de Eliza foi encontrado em um apartamento alugado em Portugal. O Itamaraty confirmou a veracidade do documento, que foi enviado ao Brasil e ficou à disposição da família.
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Caso Suzane von Richthofen
Um dos crimes mais notórios do país ocorreu em 2002, quando Suzane von Richthofen planejou a morte dos pais, Manfred e Marísia. O assassinato foi executado pelos irmãos Daniel, com quem mantinha um relacionamento, e Cristian Cravinhos.
Na época, Suzane tinha 19 anos e era estudante de Direito na PUC-SP. Segundo os depoimentos, o irmão de Suzane foi levado a uma lanhouse e o trio cometeu o crime na casa onde morava a família, na zona Sul da capital paulista. Suzane se certificou que os pais dormiam e os irmãos Cravinhos os mataram com golpes com mão-francesa na cabeça.
Todos foram condenados. Suzane recebeu pena de 39 anos e 6 meses de prisão e, desde o início de 2023, cumpre a sentença em regime aberto. Daniel recebeu a mesma pena que Suzane, enquanto Cristian foi condenado a 38 anos e seis meses de reclusão.Em 2013, Cristian foi para o regime semiaberto e, cinco anos depois, condenado novamente por corrução ativa. O irmão dele, Daniel, ex-namorado de Suzane, obteve o direito ao regime aberto em 2018 e cumpre o resto da pena em liberdade.
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Caso Daniella Perez
A atriz Daniella Perez, filha da autora Glória Perez, foi assassinada em 1992 pelo ator Guilherme de Pádua e sua então esposa, Paula Thomaz. Ambos atuavam com a vítima na novela “De Corpo e Alma”. O casal foi condenado por homicídio qualificado. Após cumprirem parte da pena, foram soltos.
Guilherme de Pádua atuou como pastor na Igreja Lagoinha de Belo Horizonte e morreu em novembro de 2022, em decorrência de um infarto fulminante.
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Caso Bernardo Boldrini
O menino Bernardo, de 11 anos, foi morto em 2014, no Rio Grande do Sul. A investigação concluiu que ele recebeu uma superdosagem de medicamentos e foi enterrado em uma cova rasa. O pai, Leandro Boldrini, a madrasta, Graciele Ugulini, uma amiga dela e um irmão da amiga foram condenados pelo crime. As penas variaram de 31 a 34 anos de prisão.
Bernardo morava com o pai, a padrasta e uma meia-irmã pequena. Investigações policiais indicam que a relação familiar entre o menino e o casal não era saudável. Gravações anexadas pela acusação do caso mostram a madrasta dizendo falas agressivas como "prefiro apodrecer na cadeia do que ficar nessa casa contigo incomodando" e "vamos ver quem vai primeiro para debaixo da terra". Outros registros mostram o pai desinteressado por Bernardo e o ameaçando com uma faca.Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia
Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.