'PENSAMENTOS INTRUSIVOS'

Amiga de desaparecido admite erro após resgate no Pico Paraná: ‘Nunca mais’

Amiga reconheceu erro, pediu desculpas à família e disse que o caso serviu de aprendizado. Jovem foi encontrado no quinto dia de buscas

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Thayane Smith, de 19 anos, pediu desculpas publicamente após Roberto Farias Thomaz, também de 19 anos, ser encontrado com vida no Pico Paraná, depois de cinco dias desaparecido. A jovem admitiu que errou ao deixar o amigo para trás durante a trilha e afirmou que a situação serviu como um aprendizado. “Nunca mais vou fazer isso. Eu dou a minha palavra”, disse em entrevista ao SBT.

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Roberto desapareceu na manhã da última quinta-feira (1º/1), durante a descida da trilha, após se separar do grupo com quem havia subido a montanha para passar a virada do ano. Ele foi localizado na manhã desta segunda-feira (5/1) por equipes do Corpo de Bombeiros do Paraná e encaminhado ao hospital. Até o momento, não há informações oficiais detalhadas sobre seu estado de saúde. 

Ao comentar o desfecho do caso, Thayane afirmou que sempre acreditou que o amigo seria encontrado com vida, embora tenha enfrentado momentos de angústia. “Eu tinha muita certeza de que ele ia ser encontrado com vida. Tive alguns pensamentos intrusivos, mas acreditava que ele seria encontrado fragilizado — e foi o que aconteceu. Ele está muito magro, emagreceu demais”, relatou.

A jovem reconheceu que desrespeitou uma regra básica do montanhismo, que é não deixar ninguém para trás. “Eu já sabia dessa regra, mas eu desrespeitei. Se eu não tivesse feito isso, nada disso teria acontecido”, afirmou. 

Segundo ela, os dois tinham planos para os dias seguintes à trilha. “A gente tinha planos para o dia 2, para o dia 3, para ir a Morretes, tomar banho de cachoeira, ir para uma festa de música eletrônica. Mas nada disso aconteceu porque eu errei de deixar ele para trás”, disse. 

Em tom emocionado, Thayane pediu desculpas à família de Roberto e às pessoas que acompanharam o caso. “Peço desculpas por ter causado todo esse transtorno para a família e para todos que se sensibilizaram”, disse. 

Ela ainda afirmou que dará espaço para que o jovem conte sua versão dos fatos quando estiver recuperado. “Vou dar o tempo que for preciso para ele contar a história dele. Depois disso, aí sim eu vou dar uns cascudos nele”, declarou, em tom informal.

Buscas em área de alto risco

Desde o desaparecimento, equipes de resgate realizaram buscas terrestres e aéreas em uma região considerada extremamente técnica. O Pico Paraná, localizado em Campina Grande do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba, tem 1.877 metros de altitude e exige alto preparo físico e experiência em montanhismo. O local é marcado por mata fechada, trechos íngremes, penhascos, escadarias de pedra, grampos metálicos e mudanças bruscas de clima.

Para facilitar o trabalho das equipes e evitar novos acidentes, o Instituto Água e Terra (IAT) restringiu temporariamente o acesso ao Parque Estadual Pico Paraná. As buscas contaram com aeronaves equipadas com câmeras térmicas, drones com sensores infravermelhos e o apoio de voluntários.

A Polícia Civil acompanhou o caso e abriu procedimento para apurar as circunstâncias do desaparecimento, inicialmente tratado como um incidente em ambiente natural.

Informações preliminares apontam que Roberto iniciou a subida na tarde de quarta-feira (31/12). Durante o trajeto, ele teria passado mal e vomitado algumas vezes antes de chegar ao topo, por volta das 4h da manhã de quinta-feira. Após um período de descanso, os amigos iniciaram a descida e pararam em um ponto do percurso. Um segundo grupo de trilheiros passou pelo local pouco depois, mas já não encontrou o jovem.

Os bombeiros foram acionados na tarde de quinta-feira (1º/1) e iniciaram as buscas, que duraram cinco dias. O caso teve ampla repercussão nas redes sociais, impulsionada por vídeos e postagens feitos por Thayane durante a trilha.

Algumas publicações após o desaparecimento foram duramente criticadas por internautas. Após o resgate de Roberto, a jovem afirmou que divulgará a “história completa” somente depois do fim de toda a apuração e quando o amigo estiver em condições de falar.

Dias antes de o jovem ser localizado, Thayane já havia assumido o erro em conversa com a família de Roberto. Em entrevista à Ric Record Paraná, ela declarou: “Esse foi meu erro. Eu conversei com a família e assumi. Eu sei que errei ao deixá-lo vir sem mim. Achei que não tinha como ele se perder, mas não sei o que aconteceu.”

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Ela também compartilhou vídeos da trilha, relatando a dificuldade do percurso e mostrando momentos da subida. Após o início das buscas, algumas publicações foram duramente criticadas, como um story em que ela escreveu “Interrogações, investigações, eita 2026 kkkkk. Feliz Ano Novo”, acompanhado de emoji de risada, e outra mensagem dizendo que o episódio serviria de aprendizado para “nunca mais andar com alguém que não é experiente em trilhas”. 

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