A britânica Raina Heverin caiu de uma altura de 12 metros de uma sacada durante uma viagem a Paris, na França. O acidente ocorreu durante um episódio de sonambulismo e causou grave lesão cerebral.

Ela abriu uma janela inconscientemente e despencou de dois andares em um pátio. A queda resultou em uma hemorragia cerebral, pulmão perfurado, além de fraturas no quadril, braço e costelas. Raina passou três semanas em coma.

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O acidente ocorreu em 26 de abril de 2025. "Estava em Paris para um fim de semana prolongado com meu irmão e minha cunhada", disse Raina, de 44 anos, em entrevista ao The Sun. Ela não se lembra de nada após voltar para o apartamento, por volta da meia-noite.

Raina trocou de quarto com o casal para evitar o barulho do trânsito. O novo quarto, nos fundos do imóvel, tinha uma sacada estilo Julieta. Ela acredita que estava sonâmbula quando caiu. Às 6h, o irmão notou a porta do quarto aberta e a janela escancarada. Ao olhar para baixo, ele a viu imóvel no pátio.

Um vizinho ajudou o casal, que não falava francês, a chamar uma ambulância. Raina foi levada ao hospital com ferimentos graves. "Eu tinha um braço quebrado e uma grande cicatriz; quebrei meu quadril, perfurei meu pulmão e tive muitas costelas quebradas", relatou.

Antes do acidente, Raina administrava dois negócios e criava seus filhos, Cian, de 10 anos, e Aliyah, de 8. Ela se exercitava diariamente com corridas de 10 km, ciclismo e musculação. Um médico na França afirmou que o condicionamento físico ajudou a salvar sua vida.

A longa recuperação

Após dois meses internada na França, ela retornou à Grã-Bretanha, passando por diferentes hospitais até ser transferida para uma unidade especializada em reabilitação de lesões cerebrais em novembro.

Raina foi diagnosticada com ataxia, uma condição neurológica que afeta equilíbrio e coordenação, além de politraumatismo. Hoje, ela tem dificuldades de equilíbrio e tremores nas mãos, corpo e garganta. "É difícil para mim fazer coisas normais, como passar rímel ou segurar uma xícara de café", conta.

Suas primeiras memórias após o coma são do marido, Michael, lendo ao seu lado. "Acho que ainda estou de luto pela minha vida antiga. Passo por períodos de felicidade e tristeza ao mesmo tempo", desabafou.

Desde então, Raina escreveu um livro infantil para ajudar seus filhos a entenderem sua lesão cerebral. Ela também arrecadou mais de 4 mil libras para a instituição de caridade The Brain Charity, completando um desafio de caminhada de 5 km em seu jardim.

Para outras pessoas em reabilitação, ela deixa uma mensagem: "Não desista, continue. Você vai ter dias ruins, mas também terá dias bons. Existe uma vida que vale a pena ser vivida."

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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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