CASO NANCY GUTHRIE

Homem é preso por passar 100 vezes em frente à casa de mulher desaparecida

Nancy Guthrie está desaparecida desde 1º de fevereiro. Família oferece recompensa para quem souber do paradeiro dela, seja viva ou morta

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Um homem foi preso por dirigir sob influência de álcool em frente à casa de Nancy Guthrie, no Arizona, nos Estados Unidos, na noite de quinta-feira (26/2), após ser visto passando repetidamente pelo local enquanto olhava, no celular, uma foto da idosa desaparecida. A mulher, de 84 anos, desapareceu em 1º de fevereiro e, desde então, não se teve notícias do paradeiro. As buscas por ela continuam, mas a família passou a reconhecer que ela pode estar morta. 

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De acordo com a NewsNation, o motorista foi flagrado dirigindo lentamente em frente à residência da família, em um veículo azul, chegando a circular pela área “de 50 a 100 vezes”. Em alguns momentos, ele teria parado para observar um memorial montado do lado de fora da casa.

Ainda segundo o site, o homem, que não teve a identidade divulgada, mantinha em seu telefone uma imagem da mãe desaparecida da apresentadora Savannah Guthrie enquanto se aproximava lentamente do imóvel. Agentes do gabinete do xerife do condado de Pima abordaram o motorista após serem alertados sobre o comportamento considerado estranho. 

Ele foi interrogado por cerca de 20 minutos e acabou algemado depois de falhar no teste de sobriedade. A prisão foi efetuada por dirigir sob influência de álcool. O gabinete do xerife não comentou oficialmente o caso.

“Provavelmente não é nada demais, mas é estranho. Aparecem umas pessoas meio assustadoras”, informou o jornalista Brian Entin. 

Investigação entra na quarta semana

A prisão ocorreu poucas horas depois de o Federal Bureau of Investigation (FBI) reduzir significativamente a equipe dedicada ao caso, à medida que o desaparecimento de Nancy Guthrie se aproxima da quarta semana.

A idosa de 84 anos foi dada como desaparecida em 1º de fevereiro, depois de não comparecer a um culto religioso. Imagens de uma câmera de campainha mostram um homem mascarado rondando a porta de sua casa na noite em que a polícia acredita que ela tenha sido sequestrada.

Especialistas consultados pela imprensa norte-americana passaram a adotar um tom mais pessimista. Em entrevista ao tabloide The Mirror US, Michael Gould, ex-tenente do Condado de Nassau e fundador da unidade canina do New York City Police Department (NYPD), afirmou que, em sua avaliação, Nancy “provavelmente morreu nas primeiras 72 horas” após o desaparecimento.

“Infelizmente, minha avaliação é que Nancy provavelmente morreu nas primeiras 72 horas e será encontrada. A recuperação do corpo não traz paz de espírito — apenas elimina a incerteza de não saber onde ela está”, disse Gould. Segundo ele, vítimas de sequestro costumam ser localizadas a uma distância relativamente curta do ponto de abdução, geralmente entre dois e cinco quilômetros.

A saúde da idosa também preocupa. De acordo com familiares, Nancy fazia uso diário de medicação para um problema cardíaco não divulgado. A interrupção do tratamento por mais de 24 horas poderia ser fatal.

Recompensa de US$ 1 milhão

Diante da escassez de pistas consideradas confiáveis, a filha de Nancy anunciou uma recompensa de até US$ 1 milhão (cerca de R$ 5,1 milhões) por informações que levem à localização da mãe, seja viva ou morta. Em vídeo divulgado nesta semana, a apresentadora reconheceu a gravidade da situação. 

“Também sabemos que ela pode estar perdida. Ela pode já ter partido. Mas precisamos saber onde ela está”, declarou.

Anteriormente, o FBI oferecia recompensa por informações que levassem à localização de Nancy e à prisão e condenação de qualquer pessoa envolvida no caso. A mudança na formulação, agora focada na “recuperação”, foi interpretada por analistas como um possível sinal de que a investigação entrou em uma nova fase.

À CNN International, o ex-agente do Serviço Secreto Jonathan Wackrow afirmou que a recompensa elevada pode ter como objetivo pressionar pessoas próximas ao eventual suspeito.

“Esta recompensa foi projetada para incitar alguém dentro da órbita do suspeito a se manifestar. Não é no próprio suspeito que a mensagem está focada, mas em amigos, familiares ou possíveis cúmplices”, disse.

Segundo a emissora, mais de 23 mil denúncias foram recebidas desde o início das buscas, das quais cerca de 750 foram consideradas confiáveis após o anúncio da nova recompensa. Apesar da ampla repercussão nacional e dos apelos públicos da família, nenhum suspeito foi formalmente identificado até o momento, e nenhuma prisão foi efetuada relacionada diretamente ao desaparecimento.

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