Um policial militar de 38 anos foi morto a tiros na madrugada de segunda-feira (2/11) em um bar em Fronteira, no Triângulo Mineiro. De acordo com a Polícia Civil (PC), oito pessoas foram presas preventivamente suspeitas de envolvimento no crime.
O cabo Danylo dos Santos Batista estava no Bar Dom Pedro, quando houve uma discussão e foi atingido por alguns disparos. Segundo a PC, a motivação da briga e a participação de cada um dos suspeitos é investigada.
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Dos oito suspeitos, seis são homens e duas, mulheres. Um homem foi autuado pelos crimes de homicídio qualificado, furto de arma de fogo e porte ilegal de arma de fogo. Outras cinco pessoas foram autuadas por posse de arma de fogo de uso restrito e retirada de sinal identificador de arma de fogo.
Já duas pessoas foram autuadas por favorecimento pessoal por auxiliarem na fuga do suspeito de homicídio. A Justiça decretou, nesta terça (3/11), a prisão preventiva de todos os suspeitos.
De acordo com a PM, um dos suspeitos fugiu levando a arma do militar, mas acabou preso no interior de São Paulo. Uma equipe que retornava ao quartel do 4º Pelotão ouviu um disparo de arma de fogo vindo do estabelecimento. Logo em seguida, moradores procuraram os militares e informaram que uma discussão entre frequentadores havia terminado com um policial baleado.
Os agentes foram imediatamente ao bar e encontraram o cabo Danylo caído no chão. Ele foi colocado na viatura e levado à Unidade Mista de Saúde de Fronteira, onde a morte foi constatada.
De acordo com o boletim de ocorrência, testemunhas relataram que a confusão começou quando um homem, identificado como Paulo José da Silva Eduardo, provocou o policial militar. Depois da discussão inicial, outro homem, identificado como Marcelo, se aproximou para tirar satisfações com Danylo.
Ainda segundo as testemunhas, o cabo se identificou como policial militar. Nesse momento, Marcelo teria respondido: “Policial é o caralho!” e efetuou um disparo contra a vítima.
Imagens das câmeras de segurança do estabelecimento foram analisadas pela PM e, conforme o registro policial, mostram o suspeito retirando um revólver da cintura e atirando contra o PM. As gravações também teriam registrado o momento em que o homem pegou a pistola Glock calibre 9 mm que estava na cintura do policial e fugiu.
Outra testemunha, que se apresentou como amiga do suspeito, relatou que os dois haviam discutido anteriormente. Segundo ela, o policial chegou a ir até o próprio carro, aparentemente colocou um objeto na cintura e retornou à mesa. A discussão foi retomada pouco antes do disparo.
Arma do policial foi encontrada escondida em churrasqueira
Durante as buscas, os militares receberam informações de que o suspeito possuía um rancho no Condomínio Veraneio, em Fronteira. As equipes foram até o imóvel, onde encontraram várias pessoas. Segundo a PM, quatro homens e a mãe do suspeito tentaram impedir a ação policial, apresentando comportamento agressivo. Os cinco foram contidos e algemados.
Durante as buscas na propriedade, os policiais encontraram a pistola Glock pertencente ao cabo Danylo escondida na gaveta de carvão de uma churrasqueira. Conforme o boletim de ocorrência, a arma apresentava sinais de adulteração, com o brasão da PM e outras identificações raspadas.
Em um banheiro, foram encontrados um coldre, um carregador de pistola e uma lixadeira, que pode ter sido utilizada para remover as marcações da arma. Os militares também localizaram um revólver calibre .38 escondido dentro do forno de um fogão. A arma é apontada pela polícia como a utilizada no assassinato.
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Os cinco detidos no rancho foram encaminhados à delegacia por suspeita de crimes relacionados à adulteração de identificação e posse ilegal de arma de fogo. A PM também relatou resistência durante a abordagem.
