Uma decolagem realizada no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, neste domingo (11/10), será investigada pela Azul, companhia aérea responsável pela aeronave envolvida na manobra. O avião, um Embraer E195-E2, deixou o solo pouco antes do fim da pista e passou muito próximo de um equipamento conhecido como Engineered Materials Arrestor System (Emas).

Quando decolou, o Embraer E195-E2 tinha como destino o Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A aeronave operava o voo AD4797, que liga regularmente São Paulo à capital mineira.

De acordo com informações do jornal O Estado de S. Paulo, a própria Azul informou a abertura da investigação. Em nota, a companhia aérea teria afirmado ainda que “opera de acordo com padrões nacionais e internacionais de segurança”. O Estado de Minas também entrou em contato com a Azul e aguarda retorno.

Equipamento de segurança

O Emas, cujo nome significa, em uma tradução livre, algo como Sistema de Frenagem de Materiais de Engenharia, serve justamente para desacelerar aeronaves que extrapolam os limites da pista. O equipamento só é utilizado em caso de acidente ou incidente: em operações normais, ele nunca é acionado. 

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Esse sistema, de certo modo, segue o mesmo princípio das áreas de escape para caminhões em rodovias: blocos de concreto ajudam a desacelerar a aeronave em segurança, de modo a evitar que ela atinja construções ou alguma outra estrutura. Em Congonhas, ele começou a operar em julho de 2022.

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