Durante a reunião do Grupo Gestor de Riscos, Desastres e Eventos Climáticos Extremos (GGRDECE), realizada pela Prefeitura de Belo Horizonte (PBH), nesta segunda-feira (5/10), a Superintendência de Desenvolvimento da Capital (Sudecap) confirmou que o Executivo municipal tem como meta retomar, até o próximo ano, todas as obras de macrodrenagem que estavam paralisadas na cidade.
Segundo Maurício Brandão, superintendente da Sudecap, mesmo durante o processo de conclusão das estruturas, intervenções já operam com capacidade parcial e auxiliam na redução dos alagamentos. Na Praça das Águas, na Avenida Cristiano Machado, próximo à Estação São Gabriel, na Região Nordeste, que teve ordem de serviço emitida para a retomada dos trabalhos, a estrutura atua hoje com cerca de 40% de sua capacidade. Em setembro passado, foi anunciada a nova empresa que finalizará a obra, paralisada há quase um ano por suspeita de irregularidades no contrato anterior.
O consórcio formado pelas empresas Ster Engenharia e Marisma Engenharia Construções, vencedor da licitação aberta pela PBH em abril deste ano, vai assumir os trabalhos. A primeira etapa do projeto prevê a implementação de uma estrutura hidráulica na confluência do Ribeirão Pampulha com o Córrego Cachoeirinha, com capacidade para armazenar aproximadamente 27 milhões de litros d'água, além de ajustes no interceptor de esgoto. O valor do investimento é de R$ 78 milhões.
Já a segunda etapa das obras do Ribeirão Pampulha prevê um canal paralelo ao existente sob a pista no sentido Centro-bairro. O objetivo é aumentar a capacidade de escoamento do sistema. O valor do contrato, que inclui o viaduto da Avenida Sebastião de Brito, é de R$ 261 milhões, com conclusão estimada em 2028.
Venda Nova
Situação semelhante ocorre na região da Avenida Vilarinho, em Venda Nova, cuja obra também foi paralisada e atualmente se encontra em processo de licitação para a retomada das intervenções, embora já apresente funcionalidade no combate às cheias.
O superintendente explicou que a meta da gestão é garantir a continuidade de todo o pacote de macrodrenagem paralisado, incluindo intervenções nos córregos Vilarinho e do Nado, e do Ribeirão Isidoro, com dois reservatórios subterrâneos: Vilarinho 2 e Nado 1. Cada um tem capacidade para 105 milhões de litros de água. O investimento é de R$ 263 milhões, financiados pela Caixa Econômica Federal. A projeção da autarquia é que até o ano que vem todas essas obras tenham suas atividades devidamente retomadas.
Além disso, os trabalhos do Reservatório Vilarinho 2 estão com licitação em curso, e funcionando com 50% da capacidade. O contrato em vigor permite a instalação de bombas nas estruturas. Já o Nado 1 está em revisão de projeto, previsto para reiniciar em 2027.
Barreiro
Sobre os impactos das chuvas em obras em andamento, como as intervenções na região do Tirol, no Barreiro – com execução prevista entre cinco e seis meses –, Maurício Brandão destacou que o volume atípico registrado em setembro exigiu adequações preventivas no canteiro de obras.
Para diminuir os transtornos e os riscos no local durante as pancadas de chuva, a Sudecap realizou o escoramento e o fechamento das aberturas de drenagem. A autarquia informou que os trabalhos seguem o cronograma de vigência e que, se necessário, frentes específicas de trabalho poderão ser temporariamente paralisadas durante as tempestades até que haja condições operacionais de segurança, mantendo-se ativas as frentes em que a continuidade for viável.
O que já foi concluído?
Entre as intervenções concluídas, a PBH informou a recuperação do sistema de drenagem do Vale do Jatobá, no Barreiro; obras na Rua dos Custódios, no Bairro Beija-Flor, na Região Nordest, e obras de drenagem no Bairro Ouro Preto, na Pampulha.
Na Região Norte já foi finalizada a intervenção no Ribeirão do Onça, com o cercamento do Parque Ciliar, e adequações do sistema de esgotamento sanitário.
Licitações em andamento
O Parque Ciliar do Onça, na Região Nordeste está com a licitação em andamento. A proposta inclui a recuperação ambiental e integração das comunidades que vivem às margens do ribeirão de mesmo nome. O valor estimado para contratação é de R$ 122,3 milhões.
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Também na Pampulha, a PBH conclui a licitação para as obras de requalificação da Avenida Francisco Negrão de Lima, com recuperação do sistema viário e de drenagem. O investimento é de R$ 35,8 milhões, com previsão de conclusão no segundo semestre de 2028.
