EMERGÊNCIA CLIMÁTICA

El Niño em BH: Defesa Civil se prepara para chuvas intensas e picos de calor

Em zona de 'neutralidade', capital pode sofrer com extremos do Sul e do Norte de Minas. Entenda o que está sendo feito para proteger a cidade

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Declarado oficialmente em junho de 2026 e com pico de intensidade previsto para o período entre outubro e dezembro, o fenômeno El Niño coloca a Defesa Civil de Belo Horizonte em alerta máximo. A capital mineira se prepara para um cenário de extremos, que pode incluir chuvas muito acima da média, rajadas de vento intensas e picos de calor severos.

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Essa preparação se deve à posição geográfica de Belo Horizonte em uma "zona de neutralidade" nos mapas climáticos. Isso significa que a cidade pode ser influenciada tanto pela tendência de seca e calor do Norte e Nordeste de Minas quanto pelo excesso de chuvas previsto para o Sul. A preocupação é amplificada por previsões que indicam mais de 80% de chance de o fenômeno atingir uma categoria "muito forte", podendo ser um dos mais intensos desde 1950.

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Sinais de alerta já foram observados em setembro de 2026, quando o volume de chuva na capital superou significativamente a média climatológica, reforçando a necessidade de um plano de ação robusto para lidar com eventos climáticos imprevisíveis.

Diante dessa incerteza, a prefeitura se prepara para os três cenários simultaneamente. A estratégia é tornar a cidade mais resiliente, com ações preventivas e de resposta rápida coordenadas entre diversas secretarias e órgãos municipais.

“Então, nós estamos preparando para quê? Chuva acima da média, ventos e picos e ondas de calor. Por essa faixa branca quer dizer, nós estamos na transição, então podemos ter influência do que está previsto para o Norte, podemos ter influência do que está previsto para o Sul. Então, na verdade, a prefeitura, ela se prepara nos três eventos”, disse Elcione Menezes, subsecretário de Defesa Civil de Belo Horizonte.

Como a cidade está se preparando

As medidas para mitigar os efeitos do El Niño envolvem um esforço conjunto e contínuo. A Superintendência de Limpeza Urbana (SLU) já removeu mais de mil toneladas de lixo de galerias e córregos, garantindo maior fluidez para a drenagem da água da chuva.

A Zeladoria Urbana realizou a limpeza e desobstrução de 41 quilômetros de galerias de drenagem. Já a Companhia Urbanizadora e de Habitação de Belo Horizonte (Urbel) monitora 48 áreas de risco geológico e executa obras de contenção de encostas em vilas e aglomerados.

Para o caso de alagamentos, a BHTrans e a Guarda Municipal possuem um plano para o bloqueio rápido de vias. A Secretaria de Assistência Social, por sua vez, mantém abrigos preparados para acolher famílias que possam ser desalojadas.

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Complementando essas ações, a Superintendência de Desenvolvimento da Capital (Sudecap) foca em obras de grande infraestrutura, como a construção de bacias de detenção e sistemas de macrodrenagem. Todas as equipes da Defesa Civil operam em regime de plantão 24 horas por dia, sete dias por semana, para garantir uma resposta imediata a qualquer ocorrência.

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