CINCO FILHOS

Mulher acusada de matar cinco filhos será julgada em Timóteo

Gissele Rosângela de Oliveira responde por mortes ocorridas entre 2010 e 2023; investigação também apura tentativas de homicídio

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Gissele Rosângela de Oliveira, acusada de matar cinco dos sete filhos biológicos em Timóteo, no Vale do Aço, será julgada pelo Tribunal do Júri. As mortes investigadas ocorreram entre 2010 e 2023. A mulher também é investigada por tentativas de homicídio e o caso tramita na Justiça mineira. 

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Segundo as investigações da Polícia Civil (PCMG), a suspeita teria administrado substâncias sedativas às crianças, reduzindo o nível de consciência delas e provocando dificuldades respiratórias. As vítimas tinham entre 10 meses e três anos de idade.

A decisão é da juíza Marina Souza Lopes Ventura Aricodemes, da Comarca de Timóteo.

Mortes ocorreram ao longo de 13 anos

As mortes foram registradas em três períodos distintos: duas em 2010, outras duas em 2019 e a última em janeiro de 2023. Os primeiros casos não foram inicialmente relacionados entre si. A investigação ganhou novo rumo após a morte da quinta criança, quando familiares levantaram suspeitas sobre as circunstâncias dos óbitos anteriores.

A apuração levou à análise de prontuários médicos, laudos periciais e depoimentos de testemunhas. Conforme a Polícia Civil, foram identificados indícios do uso de medicamentos sedativos em algumas das vítimas.

Além dos cinco homicídios, a investigação aponta suspeitas de duas tentativas de homicídio: uma contra outro filho da mulher e outra contra o companheiro dela. Gissele também foi investigada por suposta coação no curso do processo.

Prisão em Portugal

A mulher foi presa em Portugal em 2025, após deixar o Brasil durante o andamento das investigações. Ela foi localizada na cidade de Coimbra e extraditada para o país em outubro daquele ano. Desde então, permanece à disposição da Justiça mineira.

Em março de 2026, a Justiça negou um pedido da defesa para instaurar um incidente de insanidade mental. A solicitação buscava verificar se a acusada apresentava algum transtorno que pudesse comprometer sua responsabilidade penal. A decisão apontou que não haviam sido apresentados documentos médicos ou laudos técnicos que sustentassem o pedido.

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O julgamento pelo Tribunal do Júri permitirá que os jurados analisem as acusações de homicídio. A data da sessão não foi confirmada.

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