CAOS

Cemig diz que depende da retirada de árvores para normalizar energia

Árvores que caíram sobre a rede elétrica durante o temporal que atingiu todas as regiões de Minas nesse domingo (25/10) atrasam os reparos; trabalho é feito com apoio de prefeituras, Defesa Civil e bombeiros

Publicidade
Carregando...

Árvores derrubadas pela força dos ventos sobre a rede elétrica se tornaram um dos principais obstáculos para o restabelecimento da energia em Minas Gerais após os temporais de domingo (25/10). Nesta segunda-feira (26/10), a Cemig trabalha em conjunto com prefeituras, Defesa Civil e Corpo de Bombeiros para liberar os trechos atingidos e permitir o reparo da rede elétrica.

Fique por dentro das notícias que importam para você!

Segundo o vice-presidente de Distribuição da companhia, Hernando Antunes Braga, a liberação das áreas é necessária para que os profissionais possam atuar com segurança.

"A nossa prioridade nesse momento é segurança com a população, atendimento a órgãos com cuidados à vida e, na sequência, a gente tenta eliminar o risco. O nosso trabalho ontem à tarde, à noite e madrugada foi um trabalho que foi mais eficiente. Hoje, durante o dia, nós temos um grande trabalho com a Prefeitura, com a Defesa Civil, com o Corpo de Bombeiros, que é retirar as árvores que estão sobre a rede", destacou.

Um dos pontos afetados fica na Rua Flor dos Angelis, no bairro Nova Gameleira, na Região Oeste de Belo Horizonte. No local, uma árvore de grande porte caiu sobre a rede, quebrou três postes e deixou consumidores sem energia. As equipes trabalham na retirada da árvore e na substituição das estruturas danificadas. A intervenção exige equipamentos pesados e a atuação de profissionais especializados.

Retirada de árvores é prioridade

Segundo Hernando, a recuperação do fornecimento depende da liberação dos locais atingidos. Antes de iniciar ou concluir os reparos, é necessário eliminar os riscos provocados por árvores e galhos sobre a rede. Por isso, a Cemig atua com outros órgãos públicos na remoção dos obstáculos e na organização dos trabalhos.

A Cemig também utiliza geradores para reduzir o número de consumidores sem energia enquanto os reparos são realizados. No ponto visitado no Bairro Nova Gameleira, 660 clientes foram afetados pela interrupção. Segundo Hernando, a previsão era de que, após a instalação de um gerador, apenas 24 consumidores continuassem sem fornecimento.

Mais de 200 mil clientes continuam sem energia

O temporal provocou interrupções no fornecimento para 640 mil clientes nos 774 municípios mineiros atendidos pela companhia no pico das ocorrências, registrado às 13h30 de domingo. Na manhã desta segunda, o número havia caído para 231 mil consumidores sem energia em todo o estado.

Na Região Metropolitana de Belo Horizonte, o total passou de 380 mil clientes sem fornecimento para 98 mil. Na capital, que esteve entre as áreas mais afetadas, 221 mil consumidores ficaram sem luz no pico das ocorrências. Na manhã desta segunda, aproximadamente 45 mil ainda estavam sem energia.

Para recuperar o sistema, a companhia mobilizou cerca de 4 mil profissionais. A normalização, no entanto, depende tanto dos reparos na rede quanto da retirada das árvores e da liberação segura dos pontos atingidos. Hernando afirmou que as equipes seguem empenhadas para restabelecer o fornecimento ao maior número possível de clientes ao longo do dia e da noite.

Ventos chegaram a 150 km/h

A intensidade dos ventos contribuiu para os estragos em diferentes regiões mineiras. Segundo Hernando, as rajadas chegaram a 150 km/h em Patos de Minas, no Alto Paranaíba, já na Região Metropolitana de Belo Horizonte foi quase 90km/h.

O vice-presidente classificou o episódio como um evento climático severo e de impacto histórico para a companhia, por ter atingido diversas regiões de Minas. Segundo ele, em situações anteriores, os danos costumavam ficar mais concentrados em determinadas áreas, enquanto a tempestade de domingo afetou uma extensão maior do território mineiro.

A Cemig informou que investiu mais de R$ 1 bilhão em manutenção preventiva e realizou a poda de mais de 900 mil árvores entre maio e setembro, período de preparação para as chuvas. Mesmo com essas medidas, a intensidade do fenômeno provocou danos que exigem a atuação conjunta de diferentes equipes e órgãos públicos.

Até o momento, a companhia não informou um prazo específico para o restabelecimento completo da energia em todas as áreas afetadas.

Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia

*Estagiária sob supervisão

Tópicos relacionados:

cemig energia minas-gerais

Acesse o Clube do Assinante

Clique aqui para finalizar a ativação.

Acesse sua conta

Se você já possui cadastro no Estado de Minas, informe e-mail/matrícula e senha. Se ainda não tem,

Informe seus dados para criar uma conta:

Digite seu e-mail da conta para enviarmos os passos para a recuperação de senha:

Faça a sua assinatura

Estado de Minas

Estado de Minas

de R$ 9,90 por apenas

R$ 1,90

nos 2 primeiros meses

Aproveite o melhor do Estado de Minas: conteúdos exclusivos, colunistas renomados e muitos benefícios para você

Assine agora
overflay