A policial civil suspeita de forjar uma apreensão de drogas no Bairro Bandeirantes, na Região da Pampulha, em Belo Horizonte, em agosto deste ano, se entregou na Delegacia Especializada em Investigação e Repressão ao Crime Organizado na manhã desta sexta-feira (18/9). A prisão acontece um dia depois que o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) mandou soltar o conselheiro tutelar e o filho dele, vítimas da armação.
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A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) informou que o mandado de prisão cautelar em foi expedido pelo Poder Judiciário, no âmbito da investigação conduzida pela Corregedoria Geral da corporação, a qual tramita em sigilo.
No dia 7 de agosto, três policiais civis teriam colocado uma barra de maconha na casa do conselheiro tutelar durante uma operação na Pampulha. Na ocasião, pai e filho foram presos em flagrante sob a suspeita de tráfico de drogas. Eles estavam no Centro de Remanejamento (Ceresp) da Gameleira, na Região Oeste de Belo Horizonte, até esta quinta-feira (17/9), quando o TJMG determinou a soltura dos dois.
A Corregedoria-Geral de Polícia Civil deflagrou, na segunda-feira (14/9), a operação contra os agentes suspeitos de forjar provas durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão. Em um vídeo feito durante a operação, é possível ver um volume na perna da calça de um dos policiais. Momentos depois, um tablete com as mesmas proporções é encontrado em um quarto que já tinha sido revistado.
O advogado Nathan Nunes, responsável pela defesa do conselheiro tutelar e do filho dele, declarou ao Estado de Minas que a captura dos policiais é uma questão paralela e que seu foco é em provar a inocência de seus clientes.
“Para nós, o que importa de fato é a liberdade que a gente alcançou do Bruno e do Matheus, na data de ontem. Acreditamos que a justiça já começou a ser feita, por tudo que foi produzido e que já está disponível, tanto no processo como também nas informações que a sociedade já teve acesso. Vamos seguir trabalhando para alcançar o arquivamento de todas essas acusações infundadas”, afirmou.
Nunes aponta que o registro da operação não registrou toda a ação dos policiais e que o vídeo apresenta cortes de edição visíveis. Além disso, afirma que testemunhas comprovam a versão de que a droga teria sido plantada.
“Vamos continuar acompanhando as investigações. Nós estamos dispostos a contribuir com tudo o que nos for solicitado e vamos comparecer a todos os atos que nós formos convocados. Paralelamente estamos fazendo uma investigação defensiva que, em momento oportuno, também será apresentada às autoridades”, declara o advogado.
Um dos policiais civis suspeitos de forjar uma apreensão de drogas foi detido e teve a prisão preventiva decretada pela Justiça em audiência de custódia na manhã de terça-feira (15/9). Um terceiro suspeito segue foragido.
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A reportagem também tentou entrar em contato com a defesa da policial que se entregou e aguarda resposta.
