Uma nova assembleia para decidir o rumo da greve dos docentes da rede particular foi marcada para as 9h desta sexta-feira (18/9) pelo Sindicato dos Professores do Estado de Minas Gerais (Sinpro Minas), que representa a categoria. A reunião ocorrerá no auditório da Fundação de Educação Artes e Cultura (Fundac), no Bairro Lagoinha, na Região Noroeste de Belo Horizonte.
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Na tarde desta quinta-feira (17/9), os professores que integram o movimento grevista participaram de uma manifestação em frente à sede do Sindicato das Escolas Particulares de Minas Gerais (Sinepe-MG), que representa os patrões, no Bairro Barro Preto, na Região Centro-Sul de BH. De acordo com o Sinpro Minas, o ato foi marcado para reivindicar a valorização da categoria.
Por sua vez, Winder Almeida, presidente do Sindicato das Escolas Particulares de Minas Gerais (Sinepe-MG), que representa os patrões, divulgou um vídeo na noite de quarta-feira (16/9) no qual afirmou que os professores não cumpriram a determinação legal de avisar as instituições sobre a greve com pelo menos 72h de antecedência e que a entidade está tomando as medidas cabíveis.
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"Como tais prazos não foram respeitados, o Sinepe entende que a paralisação descumpre os requisitos legais vigentes e informa que já está adotando todas as medidas judiciais cabíveis." O sindicato patronal também orientou as instituições a manterem o funcionamento regular e o atendimento a toda a comunidade escolar.
Durante a manifestação em frente ao Sinepe-MG, a diretora do Sinpro Minas, Telma Santos, rebateu a fala do dirigente da entidade patronal. "Eles tentam descredibilizar dizendo que é um movimento que não existe; depois (afirmam) que vão processar. Eles tentam dizer que não sabiam, mas foram comunicados: tivemos um edital", ressalta.
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No entanto, Telma assegura que o Sinpro Minas segue aberto a negociações e que uma comissão de professores foi criada no intuito de abrir um canal de diálogo com representantes do Sinepe-MG. "Não é reajuste: é a garantia dos direitos, é a garantia da convenção coletiva inteira que está em jogo. É esperança que eles tenham um pingo de atenção pelos professores e pela educação", conclui.
Situação nas escolas particulares
Segundo o Sinpro Minas, 34 escolas de Belo Horizonte e da Região Metropolitana estão sendo afetadas pela paralisação parcial ou total desde ontem. A unidade do Colégio Santo Agostinho no Bairro Gutierrez, na Região Oeste da capital, informou aos pais que parte da equipe está em greve e, por isso, os alunos seriam recebidos e atendidos pela equipe administrativa. Além disso, garantiu que as atividades avaliativas previstas serão reagendadas.
Nas redes sociais, o Colégio São Paulo também confirmou a suspensão das atividades escolares para esta quinta e sexta-feira para os ensinos fundamental e médio. "Essa iniciativa demonstra o compromisso da instituição com os professores, com a valorização dos profissionais e com a manutenção de relações de trabalho pautadas pelo diálogo e pelo respeito", diz a nota. As atividades da Educação Infantil e do Contraturno seguiram normalmente.
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O Colégio Marista Padre Eustáquio também fez uma postagem comunicando a suspensão das atividades por tempo indeterminado. A rede Bernoulli afirmou que as aulas seguem normalmente em todas as unidades do colégio e do pré-vestibular em Belo Horizonte e na região metropolitana.
