Medo de represálias não impede professores de manter greve nas particulares
Sindicato dos professores afirma que centenas de professores de dezenas de escolas particulares em BH e Região aderiram ao movimento em assembleia da categoria
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"A escola não faz greve. Os professores que fazem, mesmo com muito medo". A declaração é de um professor, em anonimato, que aderiu a greve dos profissionais da rede privada, no primeiro dia de paralisação nessa quarta-feira (16/9).
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Segundo o Sinpro – Sindicato dos Professores das Escolas Particulares, centenas de professores assinaram a adesão ao movimento em assembleia na terça-feira (15/9), que decidiu pela greve por tempo indeterminado. Veja imagens
Já o SinepeMg - Sindicato das Escolas Particulares de Minas Gerais, que representa as instituições de ensino, divulgou uma carta aberta afirmando que "de aproximadamente 4.200 escolas particulares de Minas Gerais, só em seis unidades de Belo Horizonte", houve registro de dificuldades no atendimento às famílias.
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A unidade do Batista, no Bairro Floresta divulgou carta aos pais sobre as atividades escolares na instuição durante a paralisação dessa quarta-feira (16/9). Confira
Quantas escolas serão afetadas nos próximos dias é um número difícil de prever. O Sinpro avalia que é difícil precisar a adesão e quantas instituições de ensino foram afetadas parcial ou totalmente por vários motivos. Nem todos os professores vão à assembleia, alguns decidem internamente nas escolas pela adesão e, alguns voltam a trabalhar por conta da repressão das escolas ao movimento.
Sobre essa repressão, o sindicato informou que fez uma notificação extrajudicial a algumas escolas por conta da pressão das instituições, que o sindicato considera ilegal. "Temos certeza que as pressões, assim como vieram para tentar nos dissuadir, vão vir com peso dobrado nos próximos dias. Não é raro que coordenadores liguem para professores para não deixar rastros para perguntarem se vão voltar. Na minha escola, o que aconteceu foi a direção ir por turnos, tentando convencer os professores a desistir e tentar outro caminho para resolver", disse um professor em anonimato.
Nesta quinta-feira (17/9), o Sinpro faz um dia de atividades culturais, na Praça da Assembleia, às 14h, para os professores e para a comunidade com um bate-papo para atualizar a categoria sobre os rumos do movimento.
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O SinepeMg foi procurado para responder sobre as repressões das escolas aos professores e a matéria será atualizada, assim que houver o retorno.