Um homem acusado de matar pai e filho em Cantagalo, no Vale do Rio Doce, em Minas Gerais, em 2015, foi condenado a 37 anos por homicídio duplamente qualificado. De acordo com o Tribunal do Júri de Santa Maria do Suaçuí, o réu respondia em liberdade, mas foi preso logo depois de ser sentenciado.
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O julgamento ocorreu 11 anos após os crimes, quando a Justiça acolheu a denúncia do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG). Conforme a acusação, pai e filho voltavam do trabalho quando foram surpreendidos por disparos de arma de fogo. O réu teria se aproximado das vítimas em uma moto com o farol apagado e atirado contra elas.
As investigações apontaram que o condenado tinha desavenças anteriores com uma das vítimas em razão de conflitos fundiários. O Conselho de Sentença reconheceu que os assassinatos foram praticados por motivo torpe, relacionado à disputa de terras, e mediante recurso que dificultou a defesa das vítimas.
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A acusação em plenário foi sustentada pelos promotores Jonas Junio Linhares Costa Monteiro e Alair Elias Neto, que atuaram pela condenação. Para eles, o resultado é relevante por causa do longo período desde os homicídios e da resposta dada pelo Tribunal do Júri depois de analisar as provas reunidas ao longo do processo judicial.
