Operação é deflagrada para investigar estelionato digital em Minas Gerais
Foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão na Grande BH na manhã desta quarta-feira (5/8)
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A Operação Máscara Oculta foi deflagrada na manhã desta quarta-feira (5/8) em uma ação conjunta
dos órgãos de segurança pública e do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG). A investigação
apura crimes de estelionato digital, lavagem de dinheiro e associação criminosa. Foram cumpridos mandados de busca e apreensão na Grande Belo Horizonte (BH), que resultaram na coleta de aparelhos tecnológicos e que passaram por perícia.
O trabalho contou com a participação da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) e da Unidade de Combate ao Crime e à Corrupção (UCC), da Regional de Varginha — pasta ligada ao MPMG.
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Dois promotores de Justiça, um delegado de Polícia e 26 policiais militares ficaram encarregados da ação desta quarta (5/8), na qual emitiram cinco mandados de busca e apreensão — quatro em BH e um em Contagem. Celulares, computadores, notebooks e pen drives foram recolhidos e passarão por perícia.
O MPMG requisitou à Justiça a expedição de mandados de prisão contra os investigados, mas o pedido foi negado.
Segundo o capitão da PMMG Rafael Veríssimo, as apurações mostraram que os suspeitos criavam perfis falsos em redes sociais para atrair interessados em investimentos.
“Os criminosos digitais tinham uma engenharia social muito bem planejada. Além do aplicativo ter uma interface muito profissional, os investigados colocavam os clientes em um grupo do WhatsApp, com outros envolvidos, que vendiam a marca à vítima, fazendo-a acreditar que a página era respeitável e merecia o investimento”, disse o militar.
As empresas eram abertas em nome de titulares formais que tinham curto tempo de atividade e operavam com apelidos atrativos para simular atuação no mercado financeiro.
De acordo com o Coordenador Regional de Defesa da Ordem Econômica e Tributária de Varginha Daniel Ribeiro Costa, os investigados ofereciam iscas para cooptar interessados. “A engenharia criminosa usava uma série de mecanismos tecnológicos para ganhar a confiança de que aquele investimento poderia efetivamente render frutos às vítimas.”
Para ludibriar os alvos, os mentores usavam fotografias e identidades falsas. Após receberem os valores, os investigados faziam sucessivas transferências e encerravam as empresas. Quando as vítimas iam sacar o dinheiro percebiam que haviam sido enganadas. Em seguida, os suspeitos criavam novos perfis, novas empresas e recomeçavam o esquema.
Costa afirmou que o número total de vítimas é desconhecido. “Uma vítima foi identificada e teve o depoimento coletado. Com as investigações foram encontradas novas pessoas, de Minas e de outros estados que tiveram o dinheiro subtraído pela organização. Não há um perfil de pessoas que tiveram os valores roubados.”
As empresas já identificadas movimentaram mais de R$15 milhões. Uma delas, que funcionou por cerca de dois meses, recebeu mais de R$5 milhões em depósitos.
Conscientização
As forças de segurança recomendam que as pessoas façam investigações antes de optar por investir. Dados referentes a empresas podem ser extraídos na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), no sistema financeiro ou no Banco Central.
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*Estagiário sob supervisão da subeditora Juliana Lima