TJMG

Réu por morte de sargento Roger Dias perde recurso e vai a júri em BH

Tribunal de Justiça analisou recurso da defesa de Welbert Fagundes contra a decisão que o enviou ao júri popular pelo crime ocorrido em janeiro de 2024

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A 7ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) determinou que Welbert de Souza Fagundes, réu pela morte do sargento Roger Dias, vá a júri popular. A decisão decorre do julgamento nesta quarta-feira (29/7) de um recurso apresentado pela defesa, que acabou negado. O crime ocorreu em janeiro de 2024, em Belo Horizonte. 

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Em dezembro do ano passado, a Justiça já havia decidido pela pronúncia do réu, que está preso preventivamente. O pronunciamento é a decisão judicial que confirma existência de provas e de indícios suficientes para que um acusado de crime contra a vida seja levado a júri popular.

Welbert de Souza Fagundes foi acusado por homicídio triplamente qualificado com os seguintes agravantes: objetivo de garantir a impunidade de outro crime, recurso que dificultou a defesa da vítima e crime praticado contra agente de segurança pública em serviço.

O réu também responde por tentativa de homicídio contra outro policial militar e por porte ilegal de arma de fogo.

Durante o processo, a defesa tentou alegar legítima defesa e sustentou que o acusado sofria de transtornos psiquiátricos. Contudo, laudos do Instituto Médico Legal (IML) confirmaram que Welbert tinha plena capacidade de entender a gravidade de seus atos, e imagens de câmeras de segurança descartaram a hipótese de ameaça prévia por parte dos policiais.

Relembre o crime

O crime ocorreu em janeiro de 2024, no Bairro Novo Aarão Reis, na região Norte da capital. O sargento Roger Dias e sua equipe realizavam uma operação para abordar dois suspeitos que haviam recebido o benefício da "saidinha" de fim de ano e não retornaram ao sistema prisional.

Os suspeitos fugiram e foram perseguidos pela Polícia Militar (PM), mas bateram o veículo usado na fuga. Welbert saiu do carro e efetuou disparos à queima-roupa contra a cabeça do sargento, que morreu dias depois.

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O outro envolvido, Geovanni Faria de Carvalho, apontado como comparsa de Welbert, já foi julgado e condenado em agosto de 2025 a 13 anos e 7 meses de prisão por tentativas de homicídio contra os demais policiais e por atingir um motociclista durante a fuga.

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