SUSPEITA DE FEMINICÍDIO

Caso Michele: capitã da PM desativou as redes sociais depois de se casar

Michele Leão Azevedo morreu na noite dessa segunda-feira (20/7). Marido é o principal suspeito

Publicidade
Carregando...

Uma amiga de Michele Leão Azevedo, capitã da Polícia Militar que morreu nessa segunda-feira (20/7), que não quis ser identificada, contou ao Estado de Minas que a policial desativou as redes sociais logo após se casar com o sargento Eduardo Abner Pereira de Oliveira, principal suspeito do crime. 

Fique por dentro das notícias que importam para você!

SIGA O ESTADO DE MINAS NO Google Discover Icon Google Discover SIGA O EM NO Google Discover Icon Google Discover

Ela também relata que Michele era “muito reservada e tranquila” e que “nunca foi de farra e não falava muito dos relacionamentos”. Além disso, afirma que a militar era muito dedicada à profissão.

Outra conhecida, que também não quis ser identificada, conta que sabia das brigas constantes entre o casal, mas que tinha medo de interferir. Ela também revelou que Eduardo tinha muito poder sobre Michelle, chegando a pressioná-la para bloquear amigas para que não mantivessem mais contato.

Relacionamento conturbado

Vizinhos também confirmam que os desentendimentos entre eles eram constantes e que podiam ser ouvidas com certa frequência. “Tinha briga constantemente, era normal. Mais da parte dele do que dela. A gente via que ela parecia ter vergonha de qualquer tipo de briga, de barulho de briga. Eu percebia que ela falava bem baixo e que ele era um homem explosivo”, conta Dirceu Oliveira, síndico do prédio onde moravam Michelle e Eduardo. 

Dirceu revela, ainda, que ele e os vizinhos já previam que uma tragédia poderia acontecer à qualquer momento: “Grande parte dos vizinhos já esperava, porque era uma bomba-relógio, a qualquer momento ia ter um fato como o que ocorreu. A gente fica muito sentido por tudo, porque é uma vida, uma pessoa que era muito agradável. A gente não gostaria que acontecesse isso com alguém, justamente no nosso prédio”.

Além das brigas, o síndico afirma que o casal costumava dar festas com som alto que duravam muitos dias. Segundo ele, os vizinhos evitavam reclamar do barulho por se tratar de dois militares.

Relembre o caso

A morte de Michelle foi constatada no Hospital Odilon Behrens, no Bairro São Cristóvão, na região Noroeste da capital, na noite dessa segunda-feira (20/7). Segundo as informações iniciais, o sargento informou aos profissionais de saúde que a esposa havia caído de uma escada. No entanto, a equipe médica desconfiou da versão apresentada ao constatar que os ferimentos observados no corpo da vítima não seriam compatíveis, a princípio, com esse tipo de acidente. 

Diante da suspeita, a Polícia Militar foi acionada e o sargento foi preso. Também foi descoberto que Oliveira descartou uma caixa com comprimidos de ecstasy no banheiro do hospital. O material foi recuperado por um policial militar e apreendido.

Segundo informações repassadas pela PMMG, o sargento afirmou que, antes de levar a esposa ao hospital, os dois participaram de uma festa, onde consumiram bebidas alcoólicas e drogas. Ainda conforme o relato dele, depois da saída dos convidados, o casal manteve relações sexuais consensuais. Ele declarou ainda que as relações aconteciam frequentemente com práticas agressivas.

Câmeras de segurança

Vídeos de câmeras de segurança registraram o momento em que o sargento carrega Michele até um carro na garagem do prédio onde moravam. Na primeira imagem, Oliveira aparece saindo de um elevador e carregando a esposa no ombro, inconsciente, até a saída que dá para a garagem do prédio às 21h16. O segundo vídeo o registra saindo pela porta e se dirigindo até o carro, pelo lado do passageiro. Um minuto depois o militar aparece agitado na frente do carro e passa os próximos três minutos indo e voltando ao veículo. 

Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia

Às 21h21, ele dá a partida e, ao passar na frente da câmera de segurança, a porta do passageiro se abre sozinha e é possível ver Michele posicionada sentada, ainda inconsciente, no banco do carona. 

Acesse o Clube do Assinante

Clique aqui para finalizar a ativação.

Acesse sua conta

Se você já possui cadastro no Estado de Minas, informe e-mail/matrícula e senha. Se ainda não tem,

Informe seus dados para criar uma conta:

Digite seu e-mail da conta para enviarmos os passos para a recuperação de senha:

Faça a sua assinatura

Estado de Minas

Estado de Minas

de R$ 9,90 por apenas

R$ 1,90

nos 2 primeiros meses

Aproveite o melhor do Estado de Minas: conteúdos exclusivos, colunistas renomados e muitos benefícios para você

Assine agora
overflay