Homem encontrado em decomposição avançada teria cometido assédio sexual
Três suspeitos foram presos nessa terça-feira (9/6). Uma quarta integrante ainda está foragida
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A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) concluiu que o homem encontrado morto em avançado estado de decomposição no Bairro São Francisco, na Região da Pampulha, em Belo Horizonte, em março deste ano teria cometido assédio sexual contra moradores da região. Essa atitude seria, então, o motivo de seu assassinato.
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Nessa terça-feira (9/6), três homens, de 21, 22 e 48 anos, foram presos pelo assassinato. Uma mulher, que deixou o local do crime portando uma faca, ainda está foragida. Todos têm envolvimento com o tráfico local.
“O crime foi premeditado e coordenado. Essa vítima tinha passagem pela polícia e estava sendo acusada de assediar e ameaçar mulheres locais. Então os envolvidos resolveram fazer justiça com as próprias mãos”, explica o delegado Lucas Daniel Alves Nunes, responsável pela investigação.
Entretanto, de acordo com Nunes, não há registro de ocorrência do crime de assédio e nenhum dos suspeitos teria vínculo familiar com as mulheres vítimas. O crime teria sido cometido para “ganhar status” junto a organizações criminosas locais.
“Até o momento, nós não encontramos quem seria a suposta vítima dos crimes sexuais que ele teria praticado. Tivemos a informação que ele consumia bastante substância entorpecente e possivelmente ele teria mostrado o órgão sexual na região dos fatos. Só que ninguém veio à polícia nem antes e nem depois da execução, até pelo receio de ser envolvida nesse homicídio”, declara o delegado.
Investigação
As investigações do Departamento Estadual de Investigação de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) apontam que o assassinato aconteceu na madrugada de 5 de março e que o crime foi planejado pelos suspeitos detidos e uma mulher, que ainda não foi localizada.
Imagens de câmeras de segurança analisadas pela PCMG registraram o grupo se dirigindo à residência da vítima, arrombando o portão e acessando o local. Segundo as apurações, a vítima foi agredida inicialmente com uma barra de ferro. Em seguida, os suspeitos saem do imóvel, retornam momentos depois e esfaqueiam o homem. A vítima chegou a gritar por socorro, mas não foi atendida.
“A vítima pediu socorro, mas como é uma área dominada pelo tráfico de drogas, não houve manifestação, ninguém notificou a Polícia Militar. A vítima foi espancada por uma barra de ferro e, não conseguindo realizar a execução, eles saem do local, retornam portando uma faca e acabam estocando a vítima”, explica o delegado.
Posteriormente, um dos autores retornou ao local do crime e ameaçou os vizinhos para que não falassem com a polícia. “Tivemos uma certa dificuldade em encontrar testemunhas. Mas foram encontradas imagens de câmera de segurança e tornozeleiras eletrônicas de pessoas envolvidas, o que facilitou a conclusão da investigação.”
Tanto a barra de ferro quanto a faca foram localizadas e apreendidas. Além disso, a PCMG teve acesso a imagens de segurança, que mostram a mulher deixando a casa portando uma faca, e a dados da tornozeleira eletrônica que apontaram a presença dos indivíduos no local do crime.
De acordo com o delegado Nunes, o trabalho policial permitiu reconstruir a dinâmica do crime, individualizar a participação de cada investigado e reunir elementos para a responsabilização criminal dos suspeitos.
Os investigados detidos foram encaminhados ao sistema prisional após os trabalhos de polícia judiciária, e as investigações prosseguem para a prisão da quarta investigada.
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“A mulher estava tornozeleira na época dos crimes, então foi mais fácil conseguir a identificação dela e a atuação dela no crime. Ela também é a pessoa que joga a faca fora logo depois do homicídio. No entanto, ela acaba danificando a tornozeleira. Nós temos a informação de que ela estava em alguma cidade do interior”, diz Nunes.