Paulista supera cadarço solto e vence Maratona de BH
Eulália Santos venceu a estreia da Maratona Oficial da capital após enfrentar problemas durante a prova e superar um percurso desafiador
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Em uma prova marcada pelo equilíbrio entre as atletas de elite, a paulista Eulália Santos, de 45 anos, venceu neste domingo (17/5) a disputa feminina da primeira Maratona de Belo Horizonte. Natural de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, a corredora superou um problema com o cadarço do tênis durante o percurso, encarou trechos desafiadores ao longo dos 42 quilômetros e conquistou o título na estreia da competição em 2 horas, 52 minutos e 20 segundos.
A largada aconteceu às 5h, na Praça da Estação, no Centro de Belo Horizonte. O percurso de 42 quilômetros passou por diferentes regiões da cidade, incluindo pontos como o Viaduto Santa Tereza, a Arena MRV, o Horto Florestal, a Via 710 e trechos próximos à Serra do Curral.
Após a vitória, Eulália destacou o equilíbrio da disputa e afirmou que a prova foi decidida nos detalhes. “Eu vi que o nível estava muito forte. A gente estava tudo ali no mesmo nível, então foi uma corrida acirrada, porque todas as meninas são atletas excepcionais”, afirmou.
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Durante a maratona, a campeã precisou lidar com um imprevisto logo nos primeiros quilômetros. “Teve esse negócio do cadarço do tênis, que desamarrou mais ou menos ali no sexto, sétimo quilômetro. Eu tive que parar para amarrar o tênis”, contou. Mesmo com a parada, ela conseguiu recuperar o ritmo e seguir na disputa pela liderança. “Depois amarrei e fui. Fiz o que eu treinei e coloquei aqui tudo o que trabalhei nos treinos”, completou.
Segundo a atleta, o momento mais difícil da corrida aconteceu no quilômetro 34, em um trecho de subida. “Ali a subidinha pegou. As pernas já estavam pesadas, então foi no coração mesmo. Você lembra dos treinos difíceis, da disciplina e vai na fé”, disse.
Eulália também relembrou a relação pessoal com o esporte e afirmou que começou a correr há cerca de 12 anos após enfrentar um quadro de depressão. “O esporte foi meu salva-vidas. Deus me apresentou a corrida como um salvamento de vida mesmo”, declarou.
A corredora elogiou a recepção em Belo Horizonte e afirmou que pretende voltar à capital mineira para novas competições. “Eu adorei BH, gostei demais e fui muito bem acolhida aqui. Com certeza vou voltar”, afirmou a campeã da primeira edição da Maratona de Belo Horizonte.
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*Estagiária sob supervisão da subeditora Fernanda Penna