Queda de avião em BH: saiba como está a investigação sobre o acidente
A delegada responsável pelo caso, Andréa Pochmann, disse que a investigação é longa, complexa e não é possível determinar quando será concluída
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Uma semana depois do acidente envolvendo um avião de pequeno porte que bateu em um prédio no Bairro Silveira, Região Nordeste de Belo Horizonte, a Polícia Civil de Minas Gerais informa que a investigação para apurar a causa e as circunstâncias do ocorrido segue sem prazo para conclusão.
Segundo a delegada Andréa Pochmann, titular da 1ª Delegacia de Polícia Civil/Leste e presidente da investigação, desde o ocorrido, a PCMG tem feito trabalhos para recolher “elementos materiais e de autoria de uma possível e eventual responsabilidade criminal com relação ao fato”.
“Estamos colhendo oitivas testemunhais, oficiando instituições para que nos encaminhem documentos, juntando imagens e aguardando laudos e exames realizados. Se trata de uma investigação longa, complexa e não temos como delimitar um tempo”, frisou.
Segundo a delegada, embora a investigação do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) seja para apurar fatores que possam ter levado à queda e produzir um relatório que ajude a prevenir novos acidentes, o procedimento é complementar ao da PCMG.
“Apesar dos objetivos diferentes, são procedimentos e investigações correlatas. Por isso, também aguardamos esse relatório para juntar aos autos”, concluiu. A PCMG informou ainda que outras informações serão repassadas ao término das investigações.
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Em nota, o Cenipa também informou que a investigação está em andamento e a conclusão ocorrerá no menor prazo possível, “dependendo sempre da complexidade da ocorrência e, ainda, da necessidade de descobrir os possíveis fatores contribuintes”.
“Quando concluído, o Relatório Final será publicado no site do CENIPA, acessível a toda a sociedade. As investigações conduzidas pelo CENIPA têm como único objetivo contribuir para a prevenção de acidentes aeronáuticos, disseminando lições aprendidas por meio dos Relatórios Finais de investigação e, quando aplicáveis, por meio das Recomendações de Segurança.
As atividades não têm o propósito de atribuir culpa ou responsabilidade civil ou criminal por um acidente aeronáutico, mas, sim, de identificar os possíveis fatores contribuintes relacionados à ocorrência, com o objetivo de preservar vidas por meio do fortalecimento da segurança do transporte aéreo”, conclui o órgão.
Mortes e internações
A queda do avião provocou a morte de três pessoas que estavam a bordo da aeronave: o piloto Wellinton de Oliveira Pereira, de 34 anos; Fernando Moreira Souto, de 36 anos, filho do prefeito de Jequitinhonha, Nilo Souto e o empresário Leonardo Berganholi Martins, de 50 anos, que foi resgatado com vida, mas morreu no Hospital João XXIII.
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Ainda permanecem internados: Arthur Schaper Berganholi, de 25 anos, filho de Leonardo Berganholi Martins e Hemerson Cleiton Almeida Souza, de 53 anos.