OPERAÇÃO VULCANO

Ação conjunta combate venda ilegal de armas e munições na Grande BH

Ação resultou na prisão de 11 pessoas e na apreensão de 20 armas de fogo, entre as quais pistolas, revólveres, rifles e 1.400 munições de calibres diversos

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Agentes das forças de segurança do estado cumpriram 56 mandados de busca e apreensão, na manhã desta quarta-feira (6/5), durante a segunda fase da Operação Vulcano. A ação, deflagrada de maneira conjunta pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e pela Polícia Militar (PM), com apoio da corregedoria da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública do estado (Sejusp), tem o objetivo de retirar de circulação armas de fogo e munições comercializadas ilegalmente por uma organização criminosa que atuava, principalmente, em Belo Horizonte e na região metropolitana.

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Dados parciais indicam a operação resultou na prisão de 11 pessoas, das quais 10 já tinham antecedentes criminais, além da apreensão de 20 armas de fogo, entre as quais pistolas, revólveres, rifles e 1.400 munições de calibres diversos. Os agentes também apreenderam 307 pedras de crack, 306 pinos de cocaína, uma barra de maconha e cerca de R$ 33 mil em espécie.

Cerca de 250 policiais militares, além de nove policiais penais, promotores de Justiça, integrantes do Grupo de Atuação Especial de Combate do Crime Organizado (Gaeco) e servidores do MPMG e da Sejusp cumpriram os mandados em Belo Horizonte, Betim, Contagem, Santa Luzia, Ibirité, Sarzedo, Ribeirão das Neves e em São Joaquim de Bicas, na região metropolitana, e também nos municípios de Pompéu, Januária, Mário Campos, Capelinha e Montes Claros. 

Informações

As ordens judiciais foram expedidas a partir de informações extraídas de telefones celulares apreendidos, interceptações telefônicas, dados telemáticos obtidos de redes sociais, bem como operações bancárias envolvendo os alvos.

O promotor de Justiça Henrique Kleinhappel explica que a segundo fase da Operação Volcano decorre de uma investigação que foi iniciada no primeiro semestre de 2025. "Durante essa investigação, já houve o cumprimento de mandados de prisão preventiva e também de mandados de busca e apreensão, em dezembro de 2025, que resultaram na apreensão de armas, munição, dinheiro e também na prisão de outras 17 pessoas", diz. 

Assim, considerando as dias fases da operação, as apreensões chegam a 53 armas de fogo e cerca de oito mil munições, além de um montante de aproximadamente R$ 140 mil em dinheiro. 

Investigações começaram no ano passado

As investigações que embasaram as duas fases da Operação Vulcano tiveram início no primeiro semestre de 2025, a partir de informações que um indivíduo, com registro de Caçador, Atirador e Colecionador (CAC), estaria tirando proveito dessa condição para, com apoio de uma rede de comparsas, desviar munições do comércio regular e revendê-las a organizações criminosas. 

Entre as munições desviadas, estavam milhares de cartuchos destinados a armas de alta potência, como fuzis 5.56 e 7.62, além de munições calibre 9 mm para pistolas semiautomáticas de uso restrito. Essas armas de fogo acabavam chegando às mãos de autores de crimes violentos, inclusive traficantes de drogas.

Os integrantes dessa organização criminosa foram denunciados em dezembro de 2025, durante a primeira fase da Operação Vulcano, após a decretação das respectivas prisões preventivas. O MPMG apurou, ainda, que alguns dos denunciados receptavam pistolas semiautomáticas e revólveres que desviados da 1ª Delegacia da Polícia Civil do Barreiro, em Belo Horizonte, e depois vendiam tais armas ilegalmente.

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O cumprimento dos mandados de busca e apreensão conta com a participação de promotores de Justiça e servidores do Gaeco, do MPMG, 250 policiais militares, além de nove policiais penais e servidores da Sejusp.

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