O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) informou nesta quarta-feira (22/4) que denunciou à Justiça três homens pelo envolvimento na morte de Rafael Nascimento Fagundes, de 19 anos, em Ibertioga (MG), no Campo das Vertentes, durante o carnaval na cidade.
O jovem foi assassinado a pauladas e com um golpe de faca na madrugada de 15 de fevereiro deste ano. A prisão preventiva do trio, decretada pela 3ª Vara Criminal da Comarca de Barbacena, aconteceu no último sábado (18/4). Os três denunciados poderão responder por homicídio qualificado.
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“Conforme apurado no inquérito policial, os denunciados chegaram ao local dos fatos de carro, desembarcaram simultaneamente e iniciaram uma ofensiva previamente planejada contra a vítima, que se encontrava distraída em via pública. O ataque teve início quando um deles desferiu um golpe de faca no abdômen da vítima, que tentou fugir em direção à praça central da cidade”, narrou o MPMG.
A 4ª Promotoria de Justiça de Barbacena, responsável pela denúncia, explicou ainda que um dos denunciados alcançou a vítima e passou a agredi-la com um pedaço de madeira. No documento elaborado pela promotoria consta também que a perseguição terminou nas proximidades do palco de eventos, “onde ocorria uma festividade carnavalesca com grande concentração de pessoas e presença de forças policiais”.
Rafael foi socorrido em estado grave e morreu pouco depois em decorrência de uma hemorragia interna, conforme laudo pericial. O homicídio gerou comoção na cidade, e uma cavalgada foi realizada pelas ruas do município com pedidos de Justiça.
No dia do crime, conforme registrado pela Polícia Militar no boletim de ocorrência, dois homens, de 20 e 25 anos, foram inicialmente identificados. As investigações, no entanto, apontaram um terceiro envolvido.
Ao divulgar nesta quarta-feira o oferecimento da denúncia, a assessoria do Ministério Público mineiro disse, sem dar detalhes, que o homicídio foi praticado por motivo torpe, "consistente em vingança relacionada a desavenças afetivas anteriores e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima, em razão do ataque repentino e da superioridade numérica dos autores".
Vítima vinha sendo perseguida, segundo a família
Segundo apurou a reportagem da TV Alterosa, a família da vítima alegou que o homicídio aconteceu porque Rafael teve um relacionamento com a ex-companheira de um dos investigados. Ainda de acordo com os familiares, o jovem vinha sendo perseguido e já teria sido agredido por dois dos três denunciados em uma rua movimentada da cidade.
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O Ministério Público requereu a condenação solidária dos denunciados ao pagamento de indenização por danos morais aos familiares da vítima, sugerindo o valor mínimo de R$ 300 mil.
