O projeto Parque Girassol, para crianças atípicas, será expandido para mais 16 cidades mineiras, em diferentes regiões do estado, entre os meses de abril e junho deste ano. A unidade piloto foi lançada em dezembro de 2025 no Parque Municipal de Belo Horizonte (MG). O modelo busca levar um lugar de conforto para famílias neurodivergentes. 

Neste mês de abril, o parque chega aos municípios de Ouro Branco, na Região Central; São João del-Rei, no Campo dos Vertentes; e Bicas, na Zona da Mata. 

Até junho, outras cidades mineiras serão contempladas com o espaço multissensorial desenvolvido para acolher crianças com deficiência, especialmente as com Transtorno do Espectro Autista (TEA).

RMBH

  • Lagoa Santa,
  • Sabará,
  • Baldim,
  • Jaboticatubas
  • Rio Manso.

Centro-oeste

  • Córrego Fundo,
  • Araújos,
  • Bom Despacho,
  • Moema,
  • Pará de Minas.

Triângulo

  • Campo Florido

Vale do Aço

  • Timóteo

Região Central

  • Bela Vista de Minas

Uma das idéias do Parque Girassol é combinar elementos lúdicos e recursos que possam apoiar atividades terapêuticas, em um ambiente acessível, democrático e inclusivo. Além disso, eles buscam levar ao público estímulos que estavam restritos ao ambiente terapêutico. 

O projeto conta com orçamento de pouco mais de R$ 3 milhões, captado por meio de convênio celebrado com o Governo de Minas Gerais, por meio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (SEDESE) e com a Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (CODEMIG), o que possibilitou a expansão para essas 16 cidades pelo interior de Minas. 

O projeto piloto foi idealizado e feito pelo Instituto AMA em conjunto com Ativa Inclusão. O investimento nessa etapa, no Parque Piloto em Belo Horizonte, foi de R$ 500 mil com amparo da iniciativa privada.

 

Projeto piloto

O Parque Girassol foi inaugurado em dezembro de 2025, no Parque Municipal, no Centro de Belo Horizonte, projeto desenvolvido pela Ativa Inclusão e pelo Instituto AMA. 

Segundo o diretor da Ativa Inclusão, Filipe Rosa, a ideia do projeto surgiu após conversas com o seu sócio – que é pai atípico – e, juntos, resolveram criar um plano para desenvolver um lugar que trabalhasse a inclusão das crianças. Eles buscaram contato com a Prefeitura de Belo Horizonte para compreender como funcionava a relação entre crianças típicas e atípicas dentro desses espaços de lazer. 

“Decidimos fazer esse projeto piloto e chegamos na prefeitura para ver se existia a possibilidade de que eles liberassem um lugar. E, a partir dos diálogos com a PBH, chegamos ao Parque Municipal como um ponto ideal”, afirma Rosa.

Karina Icasatti, mãe da Marina e do Gabriel – criança de 13 anos, autista, com síndrome de Down – vê de forma positiva a criação de lugares como esse para as crianças, mas pondera que todos os locais públicos deveriam ser inclusivos para todas as crianças. 

“Tem muitas pessoas que ainda não sabem o que significa inclusão. Por isso, precisamos de espaços específicos para as crianças e familiares, para que elas possam realmente se divertir ali sem um olhar maldoso, sem um olhar de reprovação”, aponta Karina.

A ideia do desenvolvimento de projetos como esse tem sido bem aceita pela comunidade. Segundo o presidente da Associação dos Amigos Autistas de Minas Gerais, William Fernandes, os Parques Girassois devem ser implantados por toda a capital mineira.

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“O poder público poderia utilizar as praças públicas existentes, que sempre recebem reformas e que ficam sem função durante um período. E reformá-las com a intenção de incluir o público atípico”, afirma Fernandes.

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