A Escola Estadual Maria Luiza Miranda Bastos, no Bairro Planalto, Região Norte de Belo Horizonte, suspendeu as aulas depois de uma briga envolvendo a vice-diretora da instituição e o pai de uma estudante. O caso mobilizou a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), nessa quinta-feira (9/4).

De acordo com a corporação, o homem, de 53 anos, relatou que a filha está sendo perseguida e difamada há dias pela vice-diretora, e o motivo seria o fato de a aluna namorar um outro estudante da escola.

O pai também disse que a vice conversou sobre o relacionamento com a mãe da menina nessa quinta e que não cabia a funcionária escolar interferir na vida pessoal da filha. Ainda consta no boletim de ocorrência, que a menina tem ansiedade e a perseguição estaria agravando o quadro.

A vice-diretora, por sua vez, alegou que a adolescente está saindo das aulas para ficar com o namorado, prática proibida dentro da escola. Por esse motivo, a responsável falou com a mãe da aluna.

Ainda na quinta, a vice-diretora disse que o pai da estudante entrou na escola sem autorização e a cercou no estacionamento, a impedindo de sair. 

Protocolo de segurança

Procurada pelo Estado de Minas, a Secretaria de Estado de Educação (SEE-MG) afirmou que repudia o ocorrido e reforçou que não tolera qualquer forma de violência no ambiente escolar. Segundo a pasta, a Superintendência Regional de Ensino (SRE) Metropolitana C, responsável pela gestão da escola, já está acompanhando o caso de perto e prestando suporte à unidade. 

"A SEE-MG ressalta que não recomenda a suspensão das aulas e, por esse motivo, o Serviço de Inspeção Escolar já foi acionado e está na unidade para realizar uma apuração minuciosa dos fatos, além de orientar a direção quanto à normalização imediata das atividades pedagógicas. As aulas serão repostas, em respeito ao cumprimento dos 200 dias letivos previstos no Calendário Escolar", disse em comunicado.

O órgão ainda informou que, a direção da escola foi devidamente instruída a reforçar o cumprimento do Protocolo de Segurança de acesso e a implementar, ao longo de todo o ano letivo, projetos voltados às relações interpessoais e ao enfrentamento de práticas como o bullying e a discriminação. 

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O caso foi registrado e será investigado pela Polícia Civil. 

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