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Bombeiro salva a vida de recém-nascido que engasgou no Triângulo Mineiro

O bebê com apenas 11 dias de vida foi levado às pressas pela família ao batalhão do Corpo de Bombeiros, em Ituiutaba, na noite desse sábado (25/4)

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Na noite do último sábado (25/4), a bombeira que fazia o plantão do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG) da pequena Ituiutaba, no Triângulo Mineiro, foi surpreendida por uma avó desesperada e  carregando nos braços seu neto, de 11 dias vida, que não conseguia respirar devido a um engasgo. 

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De acordo com a corporação, ao ver a cena, imediatamente a soldado Silvestre aplicou as técnicas de desengasgo no recém-nascido. O Corpo de Bombeiros afirmou ainda que, já nas primeiras tentativas, o bebê deu respostas positivas, movimentando-se de forma que indicava que ele estava voltando a respirar.

Depois do atendimento emergencial, a criança foi levada pelos bombeiros até um hospital, onde recebeu atendimento. 

Saiba como desengasgar uma criança

Situações como essa podem acontecer quando menos se espera, por isso o Corpo de Bombeiros recomenda que todos que morem com uma criança saibam fazer uma manobra de desengasgo emergencial

A mais conhecida e utilizada é a manobra de Heimlich. É uma técnica de primeiros socorros que utiliza compressões abdominais para remover um objeto que está bloqueando a passagem do ar para os pulmões. Quando um bebê engasga, é crucial agir rápido e com calma. 

Abaixo está o passo a passo de como desengasgar um bebê (menor de 1 ano), baseado em diretrizes de primeiros socorros, como as da Cruz Vermelha e da Sociedade Brasileira de Pediatria: 

Avalie a situação

  • Verifique se o bebê está engasgado: ele não consegue chorar, tossir ou respirar adequadamente, pode estar com as mãos no pescoço ou ficando roxo.

  • Se o bebê estiver tossindo ou emitindo sons, permita que ele tente expelir o objeto sozinho, mas fique atento. 

Posicione o bebê para a manobra

  • Segure o bebê de bruços, com a cabeça mais baixa que o tronco, apoiando-o no seu antebraço.
  • Apoie o queixo do bebê com a palma da mão, mantendo a cabeça firme e o pescoço reto.  

Dê tapas nas costas

  • Dê 5 tapas firmes com a base da sua mão (região do pulso) entre as omoplatas do bebê.

  • Os tapas devem ser controlados, mas com força suficiente para desobstruir a via aérea.

  • Verifique após cada tapa se o objeto foi expelido.

Se não funcionar, vire o bebê

  • Vire o bebê de barriga para cima, ainda com a cabeça mais baixa que o tronco, apoiando-o no seu antebraço ou sobre uma superfície firme.
  • Posicione dois dedos (indicador e médio) no centro do peito do bebê, na linha imaginária entre os mamilos (logo abaixo do esterno).



Pressione o tórax

  • Realize 5 compressões torácicas com os dois dedos, pressionando cerca de 1,5 a 2,5 cm de profundidade, de forma ritmada (semelhante ao ritmo de uma massagem cardíaca).
  • Verifique se o objeto foi desalojado após cada compressão.
  • Engasgo: o que fazer em caso de emergência?

Repita se necessário

  • Alterne entre 5 tapas nas costas e 5 compressões torácicas até que o objeto seja expelido ou o bebê comece a respirar normalmente.
  • Se o bebê perder a consciência, inicie a RCP (reanimação cardiopulmonar) para bebês (30 compressões torácicas seguidas de 2 ventilações) e chame ajuda imediatamente. 

Chame ajuda

  • Se estiver sozinho, ligue para o serviço de emergência (no Brasil, 192 - Samu; ou 193 - Bombeiros) assim que possível, sem interromper as manobras.
  • Se houver outra pessoa presente, peça para ela ligar enquanto você realiza as manobras. 

Dicas importantes

  • Mantenha a calma: a tranquilidade ajuda a executar as manobras corretamente.
  • Não tente remover o objeto com os dedos: Isso pode empurrar o objeto ainda mais para dentro da garganta.
  • Procure ajuda médica mesmo após desengasgar: O bebê precisa ser avaliado para garantir que não há lesões ou complicações.

Se possível, faça um curso de primeiros socorros. Aprender com profissionais (como bombeiros ou Cruz Vermelha) aumenta a confiança e a eficácia em emergências.

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*Estagiária sob supervisão da subeditora Juliana Lima

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