10 ANOS DEPOIS

Filho suspeito de matar assassino da mãe está foragido

Jovem de 19 anos é investigado pela morte de homem que havia sido condenado pelo feminicídio da mãe dele há 10 anos

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Marcos Antônio da Silva Neto, de 19 anos, está foragido e é apontado pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) como suspeito de matar Rafael Garcia Pedroso, de 31 anos. Rafael foi condenado pelo assassinato da mãe do jovem, crime ocorrido há dez anos, em Frutal (MG), no Triângulo. A prisão temporária de Marcos foi decretada após ele descumprir um acordo de apresentação espontânea e faltar ao depoimento marcado para segunda-feira (6/4).

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Rafael foi morto a tiros no dia 31 de março, em frente à Unidade Básica de Saúde (UBS) Carlos Alberto Vieira, no Bairro Novo Horizonte, em Frutal. Segundo a Polícia Militar, ele estava em uma moto, na Avenida Brasília, quando foi atingido por pelo menos cinco disparos nas costas e no pescoço. A vítima morreu no local. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que Rafael é baleado pelas costas.

De acordo com a Polícia Civil, Marcos, principal suspeito do crime, é filho de Glauciane Cipriano da Silva, morta em 2016. A corporação informou que, independentemente de eventuais motivações, “a prática de justiça pelas próprias mãos não encontra amparo no ordenamento jurídico brasileiro, sendo o uso legítimo da força atribuição exclusiva ao Estado”.

Ainda segundo a PCMG, as investigações estão em estágio avançado e outras duas pessoas podem ter participado do crime. A polícia informou que novas diligências seguem em andamento, incluindo oitivas de testemunhas e conclusão de laudos periciais.

Segundo a corporação, a defesa de Marcos procurou a corporação e pediu o agendamento para que ele fosse ouvido. O depoimento foi marcado para segunda-feira (6/4), mas o jovem não compareceu. Diante da ausência, a Justiça decretou a prisão temporária do investigado, que passou a ser considerado foragido.

A mãe do suspeito, Glauciane Cipriano da Silva, tinha 28 anos quando foi assassinada por Rafael Garcia Pedroso, em 3 de julho de 2016, durante uma cavalgada realizada na Avenida JK, em Frutal.

Segundo o processo, Rafael, que na época tinha 21 anos, matou a companheira com cerca de 20 facadas. O crime ocorreu durante a abertura da ExpoFrutal, enquanto o casal participava de um churrasco com amigos e consumia bebidas alcoólicas.

As investigações apontaram que Glauciane saiu do local para deixar um dos filhos com a madrinha. Rafael teria sido tomado por ciúmes, perseguido a mulher e, ao voltar para a confraternização, questionado a sua demora em retornar. Em seguida, a atacou de forma repentina enquanto ela estava sentada.

A PCMG informou que Glauciane não teve chance de defesa. O crime aconteceu na frente de Marcos, que na época tinha nove anos. A vítima deixou três filhos de relacionamentos anteriores. Rafael foi preso em flagrante após o assassinato, chegou a ser espancado por testemunhas e, posteriormente, foi processado e condenado pelo feminicídio.

Vaquinha


A família de Marcos abriu uma vaquinha solidária para custear as despesas jurídicas da defesa do jovem. A iniciativa foi criada pela avó dele, Vanusa Antonia Cipriano, e conta com o apoio de parentes e amigos. “As pessoas estão ajudando. Já arrecadamos R$ 1,2 mil. Qualquer quantia ajuda”, disse.

Segundo Vanusa, os custos iniciais com advogado giram em torno de R$ 10 mil, valor que a família não tem condições de arcar.

O que diz a defesa


Ao Estado de Minas, a advogada responsável pela defesa do jovem, Isabella Kathrine Vieira do Carmo, afirmou que pretende ter acesso ao decreto de prisão e comparecer ao fórum de Frutal ainda nesta quarta-feira (8/4).

Segundo a defesa, a intenção era apresentar Marcos espontaneamente às autoridades na terça-feira (7/4), mas isso não ocorreu porque o advogado responsável estava em Inocência e só chegou a Frutal após o fechamento da delegacia.

A defesa sustenta ainda que Marcos tentou se entregar desde o primeiro dia após o crime. De acordo com a advogada, já havia uma conversa prévia com o delegado, que teria informado que receberia o jovem apenas pessoalmente. Por isso, a apresentação teria sido feita diretamente ao delegado titular no dia seguinte.

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Ainda segundo os representantes de Marcos, houve colaboração com as autoridades para viabilizar a entrega espontânea. Nos autos do processo, na segunda-feira (6/4), o delegado informou que iria ao fórum.

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