Na véspera da Páscoa, igrejas fazem tradicional vigília
Dom Walmor diz que este dia abre no coração "um caminho de experiências abençoadas"
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Tempo de vigília, neste sábado (4/4), nas igrejas e capelas de Minas à espera do dia da ressurreição para os cristãos. Na capital e no interior do estado, há cerimônias, retiros espirituais, encontros com a comunidade e outras atividades religiosas ao longo do dia, culminando com a bênção do fogo novo.
Trata-se da chama – “mãe de todas as luzes”, conforme a Igreja Católica – que vai acender o círio pascal. Ainda segundo as autoridades eclesiásticas, o nome “sábado de aleluia” não é mais usado, mas, sim, “sábado santo”.
Em Mariana, houve pela manhã o Ofício de Trevas, na catedral basílica, com participação de representantes de irmandades, confrarias, associações, movimentos e grupos de jovens. Em São João del-Rei, única cidade mineira onde o Ofício ocorre três vezes na semana santa, o Ofício ocorreu de manhã, na Igreja Nossa Senhora do Carmo.
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Antiga celebração litúrgica da Igreja Católica, o Ofício de Trevas tem como destaque o “tenebrarium”, candelabro triangular com 15 velas que se apagam progressivamente. Salmos, leituras e cantos que meditam o drama da Paixão e Morte de Jesus são celebrados em latim.
Na Catedral Cristo Rei, na Região Norte de Belo Horizonte, fiéis participam, às 14h30, do retiro espiritual “A esperança não decepciona”, com a Meditação da Palavra de Deus e a participação da comunidade Shalom. À noite (19h), solene vigília pascal.
Mensagem
O arcebispo metropolitano de Belo Horizonte, dom Walmor Oliveira de Azevedo, explica o sentido da véspera do domingo de Páscoa. “A vigília pascal abre em nosso coração um caminho de experiências abençoadas pela força do amor de Deus. Cristo desce à mansão dos mortos. Um antigo sermão da Igreja ensina que, no sábado santo, ‘ainda há grande silêncio, porque o Rei está dormindo’. Ao visitar a mansão dos mortos, Cristo abre, para aqueles que morreram, a porta do Céu. Jesus, assim, convida-nos para a sua luz. Somos convocados a nos levantar sempre, a vencer tudo que é maligno.”
Ainda de acordo com o arcebispo, a vigília pascal, vivida em todas as igrejas no sábado santo, é a mãe de todas as celebrações. “Escutamos, na vigília, o anúncio da ressurreição de Jesus. O ritual com a bênção do fogo novo, que acende o círio pascal, é experiência que nos remete à luz de Cristo, força que dissipa todas as trevas. Deixemos a luz de Cristo iluminar nossa interioridade, para alimentar nossa esperança na vitória da vida sobre a morte. E essa esperança nos dê coragem para ajudar a dissipar tantas trevas que ameaçam a humanidade.”
Programação - Cerimônias no sábado santo (4/4)
Belo Horizonte
- 14h30 – Na Catedral Cristo Rei, na Região Norte, fiéis participam do retiro espiritual “A esperança não decepciona”, com a Meditação da Palavra de Deus e participação da comunidade Shalom. À noite (19h), solene vigília pascal.
- 19h30 – No Santuário Arquidiocesano São José, no Centro da capital, solene vigília pascal
Sabará, na Grande BH
- 19h – Bênção do fogo novo no adro da igreja São Francisco de Assis e no adro da Matriz Nossa Senhora da Conceição, seguida de vigília pascal
Santa Luzia, na Grande BH
- 19h – Bênção do fogo novo, no adro da Igreja do Rosário, de onde seguirá a Procissão da Luz até o Santuário Arquidiocesano Santa Luzia. No templo, vigília pascal
Caeté, na Grande BH
- 19h30 – Início da vigília pascal ao lado do Pelourinho do Poder, na frente da Escola Municipal Dr. João Pinheiro. Em seguida, Celebração da Luz, procissão até a Igreja Matriz
Ouro Preto, na Região Central
- 21h – Na Basílica Nossa Senhora do Pilar, vigília pascal, bênção do fogo novo. Às 19h, começará a vigília na Igreja São Francisco de Paula e na Capela São Sebastião
São João del-Rei, no Campo das Vertentes
- 20h – Vigília pascal na Igreja Nossa Senhora do Rosário
Mariana, na Região Central
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- 20h – Vigília pascal, na catedral basílica, presidida pelo arcebispo dom Airton José dos Santos
Diamantina, no Vale do Jequitinhonha
- 20h –Na catedral, solene liturgia da vigília pascal