Uma moradora do Bairro Florença, em Ribeirão das Neves, Região Metropolitana de Belo Horizonte, afirma ter vivido uma tentativa de sequestro na manhã dessa quinta-feira (13/3) enquanto levava o filho de dois anos para a escola.

Segundo o relato, um homem em um carro branco parou ao lado dela em uma rua próxima à creche em que o filho estuda, e insistiu diversas vezes para que ela entrasse no veículo com a criança. A mulher recusou-se a entrar e o motorista deixou o local rapidamente. O caso ganhou repercussão após a vítima publicar um vídeo nas redes sociais relatando o episódio.

Jéssica Amanda, de 29 anos, conta no relato que por volta das 6h50 foi abordada por um homem que conduzia um carro branco, possivelmente um modelo Gol ou Punto. Segundo ela, o motorista se aproximou muito com o veículo e iniciou uma conversa alegando que o filho dele estudaria na mesma escola. “Ele perguntou se eu estava levando meu filho para a escola e disse que o menino dele também estudava lá. Depois pediu para eu ficar com o filho dele até a entrada da creche”, disse.

A dona de casa contou que estranhou o pedido porque faltava uma grande parte do trajeto para chegar à escola e ele estava de carro, poderia levar a criança e o deixar com professores ou responsáveis. Além disso, a criança dentro do carro parecia mais velha do que as que frequentam a creche. “O menino aparentava ter uns oito ou nove anos, e na escola do meu filho só estudam crianças de até cinco”, afirmou. A mulher disse que o menino parecia assustado e que abraçava sua mochila apreensivo e em silêncio.

Ao perceber a desconfiança da mulher, o motorista passou a insistir para que ela entrasse no carro com o filho. “Ele abriu um pouco a porta e disse para eu entrar que ele levaria a gente até a escola. Eu falei que não ia entrar”, contou. Durante a abordagem, Jéssica também notou a presença de outra pessoa adulta dentro do veículo, no banco de trás, mas não conseguiu identificar se era homem ou mulher porque o vidro estava fechado.

Segundo ela, o motorista começou a demonstrar nervosismo quando percebeu que não conseguiria convencê-la. “Ele ficou insistindo e perguntando como faria se eu não entrasse no carro. Quando eu comecei a falar mais alto, ele acelerou e saiu rápido”, disse.

A abordagem ocorreu na Rua Dolores Rodrigues Gil, em frente a um parquinho do bairro. De acordo com a mãe, o local costuma ter movimento de pessoas nesse horário, mas naquele dia a rua estava praticamente vazia.

Assim que chegou à escola, a mulher avisou às professoras e à direção da unidade sobre o ocorrido. Em seguida, procurou um posto da Polícia Militar no bairro para relatar a situação e fornecer as características do suspeito e do veículo.

Ela descreveu o homem como baixo, gordo, de pele parda, com barba grisalha por fazer, cabelo raspado e óculos. A idade aparente seria entre 40 e 50 anos.

 

Relato semelhante

Após a publicação do vídeo nas redes sociais, Jéssica recebeu mensagens de moradores da região. Uma mulher também do Bairro Florença, e que pediu para não ter a identidade revelada, afirmou ter notado a presença de um homem com características semelhantes nos últimos dias.

Segundo ela, o suspeito estaria estacionando um carro branco próximo à Avenida Ida Jubeline no horário em que pais levam crianças para a escola. A mulher disse que observou o comportamento por cerca de uma semana. “Tinha dia que ele ficava dentro do carro e outros em que ficava do lado de fora. Parecia estar observando quem passava”, relatou.

As duas mulheres acreditam se tratar da mesma pessoa, uma vez que os relatos ocorreram em horários e regiões próximas do bairro.

Medo e mudança de rotina

Depois do episódio, Jéssica afirma que passou a ter medo de circular sozinha. Ela mudou o trajeto que fazia diariamente para levar o menino à escola e agora prefere caminhos mais movimentados.

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“Agora eu só saio com o celular na mão e evito andar sozinha. Fica aquele sentimento de medo e de impotência”, disse. Segundo ela, policiais orientaram que, caso volte a ver o suspeito, tente registrar imagens do homem ou do veículo e acione imediatamente o telefone 190.

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