Juiz de Fora (MG), na Zona da Mata, enfrenta um período de perda e destruição causado pela forte chuva que atingiu a região na última semana. Até o momento, Juiz de Fora registra 65 mortes e 8.584 pessoas desabrigadas ou desalojadas.

Diante deste cenário, as pediatras e professoras Taís Rhodes de Paula e Sandra Tibiriçá criaram o projeto SOS JF Pediatras, uma parceria entre a Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e a prefeitura local.

O foco é atender crianças de 0 a 12 anos que estão nos 17 abrigos espalhados pela cidade, além de prestar apoio às famílias nesse momento difícil. Até o momento, mais de 40 voluntários da rede pública e privada se juntaram à iniciativa. 

”Eu acho que é isso que faz a sociedade funcionar. A gente vê uma uma mobilização não só em Juiz de fora, mas do Brasil e até do mundo - teve a citação das tragédias aqui na região até pelo Papa - e isso dá um pouquinho de esperança na humanidade. Se cada um fizer um pouquinho a gente consegue recuperar e dar o suporte a quem precisa de uma maneira muito mais rápida”, declara Rhodes.

Os atendimentos começaram no sábado (28/2) e, até o momento, seis abrigos já foram visitados pelas equipes. Taís explica que o projeto entra em contato com cada um dos abrigos para agendar a visita. Uma vez no local, todas as crianças que precisam de atendimento passam por avaliação. 

“Já atendemos em sala de aula, em brinquedoteca, em biblioteca, mas isso diminui a qualidade do atendimento”, afirma a infectopediatra. “Temos visto principalmente sintomas de viária superior, como gripe, resfriado, tosse, crises de asma e alguns episódios de diarreia”, completa. 

O projeto funciona com a participação de um funcionário da Secretaria Municipal de Saúde, de forma que, logo após o atendimento, os medicamentos necessários sejam providenciados pelo SUS. Quando o insumo em questão não é disponibilizado pelo sistema, o SOS JF Pediatras recorre a doações. 

“A gente tem o respaldo da UBS de referência, então todas as medicações que a gente prescreve são repassadas. A gente consegue também muita doação, tanto dos próprios medicamentos quanto de doação em dinheiro. Então, quem não tem no SUS, a gente compra com doação", explica Rhodes.

Assim, já foram arrecadados remédios, balanças, réguas, vitaminas e outros produtos. A meta do projeto é visitar os outros 11 abrigos ainda esta semana e arrecadar os itens de acordo com a necessidade das crianças.

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Para mais informações e doações, entrar em contato pelo e-mail: dra.taisrhodes@gmail.com.

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