Homem suspeito de furtar rabecão no IML é solto
Justiça considerou prisão legal, mas sem motivos para preventiva. Investigado alegou surto após caso envolvendo o filho
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O homem preso por furtar um rabecão da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), em Belo Horizonte, foi solto após audiência de custódia realizada na sexta-feira (27/3). A Justiça considerou que, embora a prisão em flagrante tenha sido legal, não havia elementos suficientes para converter a detenção em prisão preventiva.
A decisão é do juiz Paulo Cezar Mourão Almeida, que levou em conta a ausência de antecedentes criminais relevantes, o fato de o suspeito possuir endereço fixo e a inexistência de violência ou grave ameaça na prática do crime.
Apesar de ter sido liberado, o homem deverá cumprir medidas cautelares. Entre elas, estão a proibição de deixar Belo Horizonte sem autorização judicial, a obrigação de manter o endereço atualizado e o comparecimento sempre que for convocado pela Justiça.
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O suspeito havia sido detido poucas horas após o crime, ocorrido no Instituto Médico Legal André Roquette, no Bairro Gameleira, Região Oeste da capital. Segundo a investigação, ele pulou o muro da unidade e furtou o veículo oficial, que estava no pátio.
O rabecão foi localizado ainda no mesmo dia, no Bairro Nova Contagem, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.
O furto mobilizou forças de segurança e foi registrado por câmeras de vigilância do próprio IML, que flagraram o momento em que o suspeito escala o muro da unidade. Após buscas, ele foi localizado em Esmeraldas, cidade a cerca de uma hora da capital, e conduzido para prestar depoimento.
Em nota, a Polícia Civil informou que o homem foi autuado em flagrante por furto qualificado e permaneceu à disposição da Justiça após os procedimentos de polícia judiciária. A corporação não havia divulgado, inicialmente, a motivação do crime.
Surto
Familiares, no entanto, relataram que o suspeito estaria em “surto” no momento da ação. Segundo uma parente, em entrevista à Rádio Itatiaia, ele teria se desesperado após não conseguir atendimento para o filho, de 4 anos, que supostamente foi vítima de abuso sexual por um colega na escola.
De acordo com o relato, na noite de quinta-feira (26/3), o pai e a esposa levaram a criança até o IML para a realização de exames, mas o menino não foi atendido por um profissional na ocasião. A situação teria desencadeado a reação do suspeito horas depois.
A Polícia Civil esclareceu que vítimas de crimes sexuais só são atendidas no IML mediante encaminhamento formal, por meio de guia de exame pericial expedida por autoridade policial ou judicial.
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A instituição informou ainda que o atendimento médico e psicológico deve ser realizado em unidades de saúde, públicas ou privadas, conforme os protocolos assistenciais. O caso segue sob investigação.