Os temporais que caíram em Juiz de Fora nesta semana deixaram um rastro de destruição em diversos imóveis em Juiz de Fora, causando acúmulo de lama e de entulhos, após deslizamentos de terra que atingiram a cidade da Região da Zona da Mata mineira. No Bairro Jardim Natal, nesta quinta-feira (26/2), os garis ajudaram moradores a limpar as casas, além de recolherem o que sobrou da tragédia.

Segundo a encarregada do Departamento Municipal de Limpeza Urbana (Demlurb), Adriana Alves de Souza, os trabalhadores têm exercido o trabalho de auxílio no processo de limpeza e descarte dos objetos das famílias atingidas pelas chuvas em diferentes pontos da cidade. 

“Estamos aqui para limpar as ruas, recolher os móveis, retirar o barro da pista e acolher as famílias nesse momento”, disse. “Esse é o nosso trabalho: liberar a pista para os pedestres e para os caminhões recolherem os lixos e entulhos”, acrescentou Adriana. 

A encarregada informa que eles têm recebido auxílio de outras empresas na coleta de lixo, que os materiais coletados serão retirados por veículos e direcionados a aterros sanitários. 

Um grupo de garis é responsável por retirar o excesso de barro das ruas, enquanto outro retira os móveis, restos de entulho para que os caminhões levem os materiais – madeiras, estofados e eletrodomésticos são alguns deles. De acordo com a encarregada da Demlurb, 30 funcionários exercem essa limpeza nas vias. 

Chuva intensa agrava cenário já crítico

Segundo o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG), o número de vítimas das chuvas que atingiram Juiz de Fora e Ubá chegou a 59 na tarde desta quinta-feira. Em Juiz de Fora, são 53 mortes confirmadas e 13 pessoas seguem desaparecidas.

Na noite de quarta-feira (25/2), o município foi novamente atingido por um temporal.  Das 16h às 22h, foram registrados 113mm de chuva, quase dois terços da média histórica prevista para fevereiro (170,3mm), concentrados em poucas horas. O novo episódio agravou danos já existentes, ampliou áreas de risco, provocou deslizamentos e aumentou a instabilidade do solo em bairros como o Jardim Natal.

Enquanto equipes de resgate e Defesa Civil seguem mobilizadas, moradores vivem sob tensão, atentos a cada estalo vindo das encostas e ao nível do córrego, que continua ameaçando o que restou das estruturas. (Com informações de Mariana Costa)

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* Estagiário sob supervisão da subeditora Tetê Monteiro

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