Enquanto os bombeiros ainda têm nove frentes de buscas por pessoas soterradas em Juiz de Fora, a Defesa Civil municipal lançou, no espaço de uma hora, seis alertas extremos sobre chuvas e riscos de desabamentos na cidade da Zona da Mata de Minas Gerais, neste início de noite de quarta-feira (25/2).

O primeiro aviso é para alerta de risco geológico alto de deslizamentos, orientando as pessoas a se atentar para locais de encostas, quedas de muro e desabamentos.

Outro alerta, às 18h30, é específico para deslizamentos no Bairro Juscelino Kubitschek, orientando as pessoas a evacuar o local e buscar uma área segura até que as chuvas passem ou até as orientações da Defesa Civil.

Às 18h50, a Defesa Civil emitiu mais um alerta de risco de deslizamento no Bairro Linhares, orientando as pessoas a evacuar o local e a buscar áreas seguras para que aguardem a passagem das chuvas ou novas orientações do órgão de auxílio e segurança.

Os mais recentes alertas, das 19h em diante, avisam para riscos de deslizamentos nos bairros Linhares e Democrata, bem como desabamentos e inundações no Bairro Esplanada, direcionando as pessoas destas localidades a evacuar residências e outros espaços, bem como que procurem lugares que sejam mais seguros enquanto a chuva persistir e os alertas estiverem vigentes.

Até a noite desta quarta-feira (25/2), 47 pessoas morreram na Zona da Mata, vítimas das chuvas, 41 em Juiz de Fora e seis em Ubá

Mateus Parreiras / EM / D.A Press

Desde as 18h chove na cidade, que foi arrasada por tempestades desde a segunda-feira (23/2), contabilizando 47 mortes – 41 em Juiz de Fora e seis em Ubá – e cerca de 20 desaparecidos — sendo 18 em Juiz de Fora e dois em Ubá. Contudo, as chuvas ainda não atingiram o mesmo patamar das que trouxeram destruição e morte.

De acordo com o porta-voz do Corpo de Bombeiros, tenente Henrique Barcelos, a chuva traz insegurança para os socorristas e amplia o trabalho de remoção de entulho e de escombros de edificações que desabaram.

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Todos os mortos dessa tragédia morreram soterrados. “Os riscos aumentam para as equipes pois o solo fica mais instável. Ao mesmo tempo o rendimento das ações para remoção do material e busca das vítimas também fica mais perigoso e demorado”, disse o militar.

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