CALAMIDADE NA ZONA DA MATA

Enchente destrói laboratórios e biblioteca da Uemg em Ubá

Água atingiu o teto do subsolo, onde ficam as instalações. Equipamentos milionários e acervo foram perdidos. Instituição cobra prédio próprio

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A maior enchente já registrada em Ubá (MG), na Zona da Mata, devastou o subsolo da unidade da Universidade Estadual de Minas Gerais (Uemg) no município e provocou perda total de equipamentos, livros e mobiliário. A água atingiu o teto da cozinha, dos laboratórios e da biblioteca, destruindo estruturas e comprometendo parte significativa da história da instituição, que completa 20 anos na cidade.

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Em um vídeo publicado nas redes sociais da universidade, a diretora da unidade, Kelly da Silva, classificou o cenário como resultado de uma “tragédia anunciada”. Segundo ela, o subsolo já havia sido atingido por enchentes em outras ocasiões, mas nunca com a intensidade desta vez. “Foi a maior no sentido de ocupação diária com água. Atingiu o teto dos nossos espaços. É perda total de equipamentos, dos livros e de todo o mobiliário da parte do subsolo”, afirmou.

O vice-diretor, professor Jorge de Assis Costa, destacou que, desde 2011, acompanha episódios de alagamento no prédio e participou das limpezas anteriores, mas nunca presenciou algo semelhante. “Tudo se perdeu na parte de baixo. A gente vê a força que tem a natureza”, lamentou.

De acordo com a direção, os laboratórios abrigavam equipamentos de ponta, avaliados em milhões de reais. A perda, segundo Kelly, não é negativa apenas para a instituição. “É ruim para o estado, é ruim para a educação”, disse, ao lembrar que a comunidade acadêmica luta há duas décadas por um prédio próprio, adequado ao porte da universidade. Atualmente, a unidade funciona em imóvel cedido pelo município.

Apesar da perda material, não houve feridos entre funcionários e professores. A direção reforçou o pedido para que moradores permaneçam em casa para se protegerem dos riscos ainda presentes nas ruas, como acúmulo de lama, buracos e fios de energia soltos. Um idoso morreu após pisar em um cabo elétrico durante as chuvas na cidade.

A limpeza do espaço dependerá de apoio da prefeitura e de uma força-tarefa. Segundo a diretora, será necessário um caminhão para retirar o entulho e um caminhão-pipa para lavar o subsolo, que está cheio de lama acumulada. Ainda assim, as aulas estão mantidas para a primeira semana de março. “Os espaços de sala de aula estão garantidos. Vamos nos reorganizar com cautela, mas com firmeza vamos nos reerguer”, afirmou a diretora.

Estado de calamidade pública

A tragédia que atinge Ubá ocorre em meio a um cenário crítico em toda a Zona da Mata. Em Juiz de Fora, cidade mais afetada, o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais confirmou, na tarde desta quarta-feira (25/2), a localização de mais seis corpos, elevando para 40 o número de mortos. Em Ubá, são seis óbitos. Ao todo, 109 bombeiros atuam nas buscas por 21 desaparecidos nas duas cidades.

Em Juiz de Fora, mais de 3 mil pessoas estão desabrigadas devido ao isolamento de áreas de risco e cerca de 400 perderam totalmente suas casas. Em Ubá, 178 moradores ficaram desalojados e 26 estão desabrigados por medida de segurança. As duas prefeituras decretaram estado de calamidade pública após deslizamentos de terra, desabamentos e alagamentos em diversos bairros.

Diante da dimensão dos danos, uma rede de solidariedade foi organizada para arrecadar donativos. Entre os itens prioritários estão água potável, alimentos não perecíveis, leite em pó, fraldas infantis e geriátricas, absorventes, sabonetes, colchões e cobertores.

Em Juiz de Fora, as doações podem ser entregues na sede da Defesa Civil, no Corpo de Bombeiros, na Câmara Municipal, nas Unidades de Atenção Primária à Saúde (Uaps) e na Paróquia de São Sebastião.

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Enquanto a cidade contabiliza perdas humanas e materiais, a direção da Uemg reforça a mobilização por apoio político e institucional para reconstruir o que foi destruído. “É uma situação da universidade, mas também é da cidade toda”, afirmou o vice-diretor. “Seguiremos em luta pela continuidade do nosso trabalho”, completou.

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