Moradores de Juiz de Fora (MG), na Zona da Mata, relataram preços exorbitantes nas corridas de carro por aplicativo na cidade nesta terça-feira (24/2). O aumento aconteceu pela alta procura por corridas, uma vez que o transporte público da cidade foi suspenso devido aos estragos causados pelas chuvas dessa segunda-feira (23/2). 

Vários ônibus ficaram presos em alagamentos e alguns apresentaram defeitos após a enchente, o que comprometeu a circulação da frota. Com isso, o preço das corridas por aplicativo disparou. A cozinheira Carla Aparecida, pagou R$ 137,87 em um corrida do Bairro Santa Cruz até o Bairro Santa Luzia (28,74 km). 

Carla disse que sempre faz esse trajeto de ônibus para ir trabalhar, pela linha 751, e o trajeto dura por volta de 1h30. Disse também que não tem o costume de pedir carros por aplicativo, mas que, com os ônibus suspensos, sua filha chamou um carro pela Uber para que ela pudesse ir trabalhar. Carla disse que achou o preço um “absurdo”.

Vanessa Ruffato, técnica em enfermagem, trabalha com Carla na Casa São Camilo de Lelis, uma instituição filantrópica que acolhe pessoas em situação de rua, e relatou que teve o mesmo problema para chegar ao trabalho. Utilizando o app 99, Vanessa pagou R$100,46 para ir do Bairro Milho Branco até o Santa Luzia (20,1 km). 


Além do valor alto, Vanessa relatou que demorou cerca de 30 minutos para encontrar um motorista. Além disso, o aplicativo indicou que a corrida custaria cerca de R$ 60,00, mas, segundo Vanessa, o valor aumentou devido ao tempo de duração do percurso.

Segundo Vanessa, o trajeto que, de carro, costuma demorar cerca de 25 minutos, durou quase uma hora. Ao longo do caminho, muitas ruas estavam bloqueadas e o motorista teve que realizar desvios, aumentando o tempo da viagem. “Achei o preço abusivo. É uma falta de solidariedade aproveitar dessa situação de calamidade para aumentar as tarifas.”, disse Vanessa.

A Uber e a 99 foram procuradas pela reportagem do Estado de Minas, mas as empresas não responderam até o momento da publicação desta matéria. O espaço segue aberto.

De acordo com a Defesa Civil, fevereiro já é o mês mais chuvoso da história de Juiz de Fora Leonardo Costa/Tribuna de Minas
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O Corpo de Bombeiros de Belo Horizonte enviou, uma equipe com 22 militares e três cães de busca Leonardo Costa/Tribuna de Minas
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O transporte público de Juiz de Fora (MG), na Zona da Mata mineira, foi suspenso nesta terça-feira (24) Leonardo Costa/Tribuna de Minas
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Os óbitos, segundo a Prefeitura, foram registrados nos bairros JK, Santa Rita, Vila Ideal, Lourdes, Vila Alpina, São Benedito e Vila Olavo Costa Leonardo Costa/Tribuna de Minas
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A orientação é que a população evite deslocamentos desnecessários por causa dos alagamentos e deslizamentos de terra Leonardo Costa/Tribuna de Minas
No domingo (22/2), outro temporal já havia causado transtornos Leonardo Costa/Tribuna de Minas
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Segundo a Prefeitura, fevereiro acumulou cerca de 584 milímetros de chuva Leonardo Costa/Tribuna de Minas
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Equipes da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros seguem atuando nas áreas mais afetadas e monitorando o risco de novos deslizamentos Leonardo Costa/Tribuna de Minas
Bairros que costumam sofrer com enchentes, como Vitorino Braga, na Zona Leste, voltaram a registrar alagamentos Leonardo Costa/Tribuna de Minas
A cidade está em estado de calamidade pública por 180 dias Leonardo Costa/Tribuna de Minas
O município, localizado na Zona da Mata mineira, suspendeu as aulas da rede municipal Leonardo Costa/Tribuna de Minas
Segundi a prefeitura cerca de 440 pessoas desabrigadas Leonardo Costa/Tribuna de Minas
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A Prefeitura de Juiz de Fora confirmou, na manhã desta terça-feira (24/2), 14 mortes provocadas pelas fortes chuvas Leonardo Costa/Tribuna de Minas
Segundi a prefeitura cerca de 440 pessoas desabrigadas Leonardo Costa/Tribuna de Minas


Transporte público suspenso

Não há previsão para a normalização do transporte público de Juiz de Fora. Segundo a prefeitura, há dificuldades no trânsito devido a alagamentos e deslizamentos de terra. Em nota, o município informou a suspensão das aulas para garantir a segurança de alunos e profissionais da educação. A orientação é que a população evite deslocamentos desnecessários.

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Na madrugada desta terça-feira (24/2), a prefeitura também decretou estado de calamidade pública, com validade de 180 dias, em razão do volume recorde de chuvas. Na noite de segunda-feira (23/2), casas desabaram e moradores ficaram soterrados. Diversas vias ficaram alagadas. Dezesseis pessoas morreram. O número de desabrigados e desalojados não foi divulgado.

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