Às 9h da manhã, deste domingo (15/2) segundo dia de folia, quando as ruas de Belo Horizonte já ecoavam os mais variados ritmos do carnaval, uma nova sinfonia começou a ganhar forma na Avenida Amazonas. O coral do Bloco Abalô-Caxi assumiu o protagonismo do cortejo com 56 vozes e promete marcar o desfile.
A novidade de 2026 é o Coral do Orgulho, criado em parceria com a Escola de Música e o Conservatório da Universidade Federal de Minas Gerais, por meio de emenda da deputada federal Duda Salabert. Regido por João Pedro Vasconcelos, o grupo interpreta quatro hinos LGBTQIA+ após 11 ensaios de três horas cada.
“O coral parte do princípio de que não existe pessoa que não saiba cantar. Existem pessoas com menos experiência. Cantar em grupo cria um espaço extremamente confortável para descobrir a própria voz”, afirma o regente João Pedro Vasconcelos. Segundo ele, conduzir 56 vozes em cima de um trio elétrico será uma experiência única. “Como regente e como músico, é uma oportunidade muito especial. A gente estudou como colocar um coral em cima de um trio, com microfonação. Vai ser uma aventura.”
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Diversidade
Entre os integrantes, a diversidade é apontada como a maior força do projeto. A funcionária pública Alessandra Carazoli, de 56 anos, conta que retomou o canto depois de muitos anos. “Eu só cantei quando era mais jovem. Amo cantar e amo a diversidade do bloco. É muito receptivo, tem gente mais velha, mais nova, quem já sabe cantar e quem está aprendendo. Aqui todo mundo aprende junto. É maravilhoso”, diz.
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Sabrina Assis, de 46 anos, participa pela primeira vez de um coral e destaca a experiência dos ensaios no conservatório. “Foi muito diferente para mim. É um ambiente que eu nunca tinha frequentado. Parecia uma cultura distante e que agora chegou até mim. Estou me sentindo muito realizada”, relata.
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Veterano no canto coral, Bruno Santos afirma estar emocionado com o resultado. Para ele, integrar um grupo tão diverso e cantar hinos LGBTQIA+ no carnaval representa um momento de orgulho e representatividade. Com cinco músicas preparadas para o desfile, o Coral do Orgulho promete transformar a Avenida Amazonas em um grande palco de celebração, identidade e resistência neste domingo.
