CALAMIDADE EM MINAS

Deslizamento em Juiz de Fora: criança sobrevive ao ser abraçada pela mãe

A mãe do menino não sobreviveu. Ela está entre os 53 mortos em Juiz de Fora contabilizados até o momento pelo Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais

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JUIZ DE FORA, MG (FOLHAPRESS) - Um menino de três anos sobreviveu ao deslizamento de terra em Juiz de Fora, na Zona da Mata, ao ser abraçada pela mãe no momento da queda do barranco. A mulher está entre os 53 mortos em Juiz de Fora contabilizados até o momento pelo Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG). A última atualização da corporação foi emitida às 17h27 desta quinta-feira (26/2).

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O relato é de Alexandre Rosa, 48, tio de Elizabeth, mãe da criança que não teve o sobrenome divulgado. A família morava no Bairro Parque Jardim Burnier, área mais afetada de Juiz de Fora. A prefeitura decretou estado de calamidade no município.

Segundo moradores, o deslizamento de terra e lama de um barranco derrubou casas da vizinhança. O trecho tinha cerca de 12 imóveis. Bombeiros e voluntários disseram a Alexandre Rosa que Elizabeth foi encontrada abraçada ao filho.

"Um bombeiro afirmou que ela foi encontrada já sem vida. Ele começou a gritar: 'tem alguém vivo aí?', e a criança respondeu. Ela está bem, no hospital e acompanhada de psicólogo, mas pergunta pelo pai", afirmou Alexandre. O pai do menino estava entre os soterrados, sendo considerado desaparecido até a terça-feira (24/2). 

No Parque Jardim Burnier, moradores relatam susto com a dimensão do estrago causado pela chuva, e afirmam que jamais houve episódio parecido na região. Por ser um bairro pequeno, todas as vítimas eram conhecidas. Familiares se reúnem em volta do cordão de isolamento em busca de informações.

Outros moradores se tornaram voluntários na busca de doações de roupas, água e comida. Eles sobem as ladeiras a pé com os mantimentos, pois a região tem difícil acesso por conta da lama que ainda desce das ruas.

O bairro é formado por ladeiras íngremes e casas nas encostas de pequenos morros. No alto de um dos morros há um sítio e um pasto. Foi deste terreno, segundo moradores, que pedras caíram e contribuíram para derrubar as casas.

"A tragédia poderia ter sido ainda pior. Logo abaixo do morro, há um campo de futebol. Boa parte da massa de lama e pedra ficou amortecida ali. Se esse volume viesse todo para baixo, poderia ter levado todo o bairro", afirma Alexandre Rosa.

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*Com informações de Laura Scardua, do Estado de Minas

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