SES-MG alerta para doenças e reforça assistência na Zona da Mata
Após temporais, Secretaria Estadual de Saúde ativa monitoramento, envia insumos e orienta municípios diante do risco de doenças causadas por água contaminada
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Após os temporais que atingiram municípios da Zona da Mata mineira, a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) emitiu alerta epidemiológico diante do aumento do risco de doenças relacionadas à água contaminada, como leptospirose, enfermidades diarreicas e arboviroses. Além disso, o órgão ativou as chamadas Salas de Situação, estruturas de monitoramento que acompanham os impactos das chuvas sobre a saúde da população. As medidas foram anunciadas nesta quinta-feira (26/2).
Segundo a pasta, a atuação está concentrada na prevenção de agravos, reorganização dos serviços de saúde e apoio direto aos municípios afetados. O secretário de Estado de Saúde, Fábio Baccheretti, afirmou que a resposta foi imediata e segue em andamento.
“Adiantamos os repasses e estamos garantindo suporte técnico e assistencial aos municípios. Estamos distribuindo medicamentos, providenciando equipamentos para armazenamento de vacinas e mantendo contato contínuo para dar uma resposta rápida à população”, declarou, em nota enviada à imprensa.
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Em Juiz de Fora, um dos municípios mais impactados pelas chuvas, a Sala de Situação foi ativada para acompanhar o cenário e orientar as ações emergenciais. A Superintendência Regional de Saúde também articulou medidas com o Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde e orientou o município quanto às notificações de desastres e acesso a recursos emergenciais. A cidade ainda enfrenta áreas alagadas e danos à infraestrutura urbana após dias de precipitação intensa.
Já em Ubá, a Gerência Regional de Saúde também instalou uma Sala de Situação para apoiar o município na avaliação dos danos, organização dos fluxos assistenciais e reposição de insumos. Nessa quarta-feira (25/2), foi apresentado um relatório com o balanço das primeiras 24 horas após o desastre, incluindo o levantamento de unidades afetadas e das principais demandas da rede de saúde.
De acordo com o diretor da Gerência Regional de Saúde de Ubá, Franklin Leandro Neto, a mobilização rápida foi fundamental para garantir a continuidade da assistência. “Permanecemos mobilizados desde a madrugada. Ainda no dia 24 foram repostas vacinas essenciais, como hepatite A e soro antitetânico. Isso demonstra que o município não está sozinho neste momento”, afirmou.
Prevenção e monitoramento
Como parte das ações de resposta, a SES-MG publicou alerta epidemiológico com orientações aos serviços de saúde e à população sobre medidas de prevenção, diagnóstico e manejo de doenças associadas à exposição à água contaminada. A vigilância também reforça a importância da vacinação contra hepatite A, disponível gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde.
As equipes regionais seguem monitorando a qualidade da água, possíveis surtos e os impactos na rede assistencial, com apoio do Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde.
Reposição de insumos e apoio emergencial
Em Ubá, a Assistência Farmacêutica estadual atua em conjunto com o município e o Ministério da Saúde para o envio de kits de calamidade, doses de vacina contra hepatite A e reorganização dos estoques afetados pelas enchentes. O município também aderiu às atas estaduais de fornecimento de medicamentos da Atenção Primária e de combate às arboviroses, garantindo maior agilidade na reposição.
Em Juiz de Fora, a unidade da Farmácia de Minas teve o atendimento parcialmente comprometido na terça-feira (24/2), mas o funcionamento foi normalizado no dia seguinte.
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O governo de Minas já havia anunciado, também nesta semana, o repasse emergencial de R$ 48,2 milhões para fortalecer a assistência à saúde nos municípios atingidos, com foco na recomposição de serviços, aquisição de insumos e apoio à rede pública diante dos impactos provocados pelas chuvas.