REINAUGURAÇÃO

Bar Bolão anuncia reinauguração para março

Tradicional bar de Santa Tereza fechou as portas em outubro do ano passado. Novo endereço é a poucos metros do anterior

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Depois de quatro meses fechado, o Bar Bolão anuncia que a reinauguração acontecerá na primeira semana de março. Para Karla Rocha, sócia proprietária do estabelecimento, a perspectiva da retomada “é uma emoção que transborda”. A data será anunciada pela família no domingo (1º/3), nas redes sociais.

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No Instagram, Karla vem compartilhando o processo de preparação do bar para a reinauguração. Nessa terça-feira (24/2), a empresária mostrou os quadros, discos e camisas que costumavam decorar o imóvel anterior prontos para serem posicionados na nova casa. 

O bar, que funcionou por mais de cinco décadas em um casarão na esquina das ruas Mármore e Adamina, seguirá fazendo parte da vida boêmia do Bairro Santa Tereza, Região Leste de Belo Horizonte. O Bolão funcionará agora do outro lado da Praça Duque de Caxias, na Rua Estrela do Sul, nº 39. 

“Reinaugurar o bar e permanecer em Santa Tereza é, para mim, um reencontro com a nossa própria história. Esse endereço pulsa memória, afeto e pertencimento. Manter o Bolão aqui é honrar tudo o que foi construído com tanto amor ao longo dos anos e, ao mesmo tempo, reafirmar nosso compromisso com o bairro que sempre nos acolheu como família”, conta Karla.

O espaço será menor do que o casarão anterior. A empresária explica que a proposta será focar na qualidade ao invés do tamanho, mantendo a característica acolhedora de um empreendimento familiar. Esta é a terceira geração da família a gerir o negócio, que começou como uma lanchonete e cresceu até se tornar um dos pontos mais tradicionais da noite belo-horizontina. Além de Karla, hoje fazem parte da sociedade sua mãe, Márcia, e o irmão, Carlos Henrique Rocha.  

Em janeiro, a empresária declarou que a abertura do estabelecimento aconteceria antes do carnaval. O que não se concretizou. Ao Estado de Minas ela explicou que o Bolão funcionou durante o feriado com um cardápio reduzido, “como uma pré-inauguração, um primeiro respiro, um reencontro cheio de significado”.

Karla conta que o novo imóvel não precisou passar por nenhuma reforma. “Um verdadeiro sopro de esperança no momento em que mais precisávamos”, reflete. “Com a força, o carinho e a confiança de amigos e parceiros que nunca soltaram a mão da nossa família, vamos conseguir nos levantar novamente, passo a passo, com fé renovada e o coração cheio de gratidão”, completa.

Em relação aos funcionários que afirmaram não ter recebido as verbas rescisórias, Karla afirmou que vai honrar “cada uma das nossas obrigações”.

Despedidas em sequência

O Bar do Bolão encerrou as atividades no antigo endereço em 26 de outubro de 2025. O fechamento ocorreu porque o proprietário do imóvel solicitou a devolução do casarão para a realização de reformas. 

Na ocasião, os irmãos Karla e Carlos Henrique participaram da despedida ao lado de clientes e frequentadores. Uma mesa foi colocada na calçada em frente ao bar, reunindo dezenas de pessoas para a última saideira e os pratos tradicionais da casa.

“São muitas memórias. Eu comecei a trabalhar aqui com 15 anos e hoje estou com 41. Muita coisa aconteceu dentro deste prédio. É impossível não se emocionar”, disse Carlos Henrique, visivelmente comovido.

Em dezembro, pouco mais de um mês depois do fechamento do bar, José Maria Rocha, o Bolão, morreu aos 76 anos. Ele foi criador do icônico espaguete servido pelo bar. Devido à sua importância, será realizado um gesto em sua homenagem. 

A proposta é convidar cada cliente a levar um relógio de seu interesse para decorar o novo espaço. De acordo com Karla, sua sobrinha, os variados relógios pendurados no Bolão são uma tradição que o tio começou quando passou a ganhar os itens dos clientes. Os clientes que levarem um relógio poderão eles mesmos pregá-los nas paredes do bar.

“Meu tio Bolão é a raiz de tudo isso, e manter viva essa tradição é manter vivo o coração do nosso bar. O gesto do relógio carrega simbolismo, memória e afeto. Enquanto o Bolão existir, a presença dele continuará sendo celebrada em cada detalhe e em cada cliente que passar por aqui”, afirma.

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*Com informações de Melissa Souza, Wellington Barbosa

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