CHUVAS NA ZONA DA MATA

Juiz de Fora: voluntário usou bote para salvar mais de 50 pessoas ilhadas

Antes de conseguir embarcação, usou latão de lixo para resgatar 32 pessoas em igreja evangélica

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Mais de 50 pessoas que estavam ilhadas devido às fortes chuvas em Juiz de Fora, na Zona da Mata, foram resgatadas por Fábio Costa, conhecido como “Cabecinha”, de 41 anos. Ele conseguiu um bote e uma caminhonete emprestados para auxiliar as vítimas da tragédia.

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Segundo a prefeitura de Juiz de Fora, são mais de 3.000 pessoas desabrigadas. As chuvas, que atingiram também Ubá, deixaram 30 mortos — 23 em Juiz de Fora e sete em Ubá —, e 39 pessoas estão desaparecidas nos dois municípios, segundo o boletim divulgado às 20h pelo Corpo de Bombeiros.

Ao Estado de Minas, o voluntário relatou que começou os resgates às 2h desta terça-feira (24/2). As chuvas assolaram a região desde a noite anterior.

Resgates em Juiz de Fora

Cabecinha pegou uma caminhonete emprestada com um homem que entrou em contato com ele querendo ajudar. Por volta das 3h, usou um latão de lixo para resgatar 32 pessoas ilhadas na Igreja Evangélica Preparatória, a maioria idosas.

“Foi um caso inusitado. Não tinha como tirar [as vítimas]. Achei um latão de lixo desses maiores, com rodinha, coloquei as pessoas e fui tirando da área de alagamento”, contou.

Pela manhã, Fábio conseguiu um bote para encarar as enchentes. Ele estima que conseguiu salvar de 50 a 60 pessoas ilhadas com o uso do equipamento.

Não é a primeira vez que ele atua como voluntário em uma situação de calamidade. Em 2024, passou 97 dias no Rio Grande do Sul para ajudar vítimas das enchentes. Ex-socorrista do Samu e técnico de enfermagem, disse: “Tenho o prazer em ajudar as pessoas. Está em mim, está no sangue”.

Prontidão e doações

As chuvas diminuíram, mas o caos não deixou a Zona da Mata. Agora, Cabecinha está em um ponto de apoio no Bairro Manoel Honório, de prontidão para resgates.

“Juiz de Fora ainda tem muitos pontos de alagamento. Desde ontem, estamos empenhados em ajudar, e os trabalhos não param”, garantiu.

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O voluntário ainda pediu ajudas com doações: "Estamos com um ponto de distribuição. O trabalho não termina aqui. Agora aumenta ainda mais, são muitas pessoas sem casa, sem alimento. Estamos recebendo doações de roupas, alimentos e materiais de higiene e limpeza. Vamos começar esse trabalho de oferecer um pouco de conforto e carinho para essas pessoas”.

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