INFRAESTRUTURA NO CARNAVAL DE BH

Número de banheiros aumenta no carnaval de BH, mas ainda é alvo de críticas

Quantidade de banheiros químicos nas ruas da capital aumentou 20%, mas a localização dos equipamentos em algumas vias foi apontada como fator negativo na folia

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O número de banheiros químicos disponíveis nas ruas e avenidas de Belo Horizonte (MG) durante o carnaval aumentou 20%, segundo a Belotur. De 1.735 equipamentos disponibilizados em 2025, o número subiu para 2.169. Mas a falta de banheiros ainda foi uma das principais críticas entre os foliões. 

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De acordo com a reportagem do Estado de Minas, as avenidas Antônio Abrahão Caram, na Região Pampulha, e a Brasil, na Região Centro-Sul, foram as mais criticadas pelos foliões.

Na primeira, palco de grandes atrações, como os cantores Clayton e Romário, Marina Sena e Michel Teló, havia poucos banheiros ao longo da via. A distância entre um ponto e outro foi de cerca de 350 metros, o que dificultou para os foliões que pretendiam acompanhar os blocos até o final, na Avenida Coronel Oscar Paschoal. 

Foi o caso do motorista de ônibus Emerson dos Santos Caixeta, morador de Vespasiano, na Grande BH, que estava acompanhado da esposa e do filho de 7 anos. Para ele, a ausência de banheiros dificultou a locomoção.

"Neste ano o banheiro foi decepcionante. No meio [da avenida] e no entorno do bloco não tem. Ano passado tinha na curva [esquina das avenidas Abrahão Caram e ], mas neste ano ficou tudo afastado", lamenta.

De acordo com o motorista, no ano passado a distribuição de banheiros foi melhor na avenida. Ele conta que participou de outros blocos no local e que havia um número maior, tornando a festa mais acessível. 

 

O mesmo foi observado pelo empresário Marcelo Lopes, que avalia a folia positivamente. Mas Marcelo pontua que faltou organização nesse aspecto da infraestrutura.

"Deveria ter mais banheiros químicos, olha o tamanho dessa avenida", comenta. "Tudo ótimo, o carnaval de BH está cada vez melhor, mas faltou banheiro", concluiu o empresário. 

 

Apesar de alvo de críticas, a reportagem não flagrou um número grande de pessoas fazendo xixi na rua, nem mesmo um odor forte, como ocorreu na região central.

Na Avenida Brasil, por outro lado, o problema foi observado. A estrutura de banheiros na via foi menor, comparado a outras vias da região. A quantidade baixa dos equipamentos na avenida gerou filas grandes, além de muitas pessoas terem feito xixi na rua.

O presidente da Belotur, Eduardo Cruvinel, explica que além do aumento dos banheiros, a localização deles também é pensada com antecedência. Para o planejamento, são usadas tecnologias de mapeamento, como o Google Earth. 

 

"A logística de banheiros é muito delicada, porque a gente tem que tomar cuidado com os pontos sensíveis da cidade. Não podemos colocar na porta da casa das pessoas, no entorno de igrejas, de áreas hospitalares e de áreas que tem saída de veículo", disse.

Cruvinel também destaca que é necessário pensar no número de foliões que estarão no local em que o bloco desfila, desvios de trânsito e rotas de ambulância, assim como agentes de saúde e brigadistas. No caso da Pampulha, parte do espaço sem banheiros foi ocupado pela Polícia Militar (PM), mas havia outras áreas sem uso especial.

O presidente da empresa de turismo aponta ainda o desrespeito com o ambiente durante o carnaval. Ele comenta que muitas pessoas usam os banheiros de forma incorreta e acabam urinando nas ruas, comprometendo o espaço público dos demais foliões.

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"Enquanto cidadãos, a gente tem que exercer esse nosso direito e dever durante o período do carnaval, para que a cidade fique limpa. Acho que também passa por uma questão de sensibilização e conscientização do folião", conclui.

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