Menor suspeito de mortes em padaria de Ribeirão das Neves será solto
Adolescente de 17 anos entrará em programa de proteção; ele é um dos suspeitos de matar três mulheres em Ribeirão das Neves
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O adolescente de 17 anos, apreendido por suspeita de matar três mulheres em uma padaria em Ribeirão das Neves, na Grande BH, no último dia 4, será solto e vai ingressar, com a família, em um programa de proteção. O advogado Gilmar Francisco, que representa o menor, confirmou que a Justiça revogou a internação provisória do cliente.
“A defesa recebeu essa decisão com alívio, pela soltura do menor, mas não com espanto porque não tinham provas contra ele”, afirmou.
“Aguardamos ansiosamente pela libertação dele. Porém, com esse requerimento, ele deve ser colocado em proteção. Tanto o requerimento do Ministério Público (MP) quanto a decisão judicial abarcam esse deferimento, com ofício imediato ao setor responsável, Programa de Proteção a Crianças e Adolescentes Ameaçados de Morte (PPCAAM), que faz o acolhimento tanto do menor quanto da família”, explicou.
Com isso, o adolescente e a família serão levados para um local desconhecido, com o intuito de preservar a segurança de todos. Segundo Francisco, o menor e a família sofrem ameaças constantes de morte.
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Mesmo assim, o advogado destacou que o adolescente continuará sendo investigado pelas mortes. “Há um procedimento, mas, ao fim, a decisão deve contemplar sua absolvição”, espera. “Ele foi, equivocadamente, relacionado por testemunhas nesse caso. Ainda tem uma passagem por crimes de menor potencial ofensivo, porém sem nenhuma relação com esse crime. Não é executor, mentor intelectual, não estava na cena do crime, tem álibis”, disse.
Nesta quinta-feira (12/2), a Polícia Civil (PCMG) informou que, pelas investigações, o adolescente não tem relação com o homem de 30 anos, preso nessa quarta-feira (11/2).
De acordo com a polícia, o homem, que tem alguns boletins de ocorrência contra ele, foi preso em flagrante por posse ilegal de arma e passa a ser o principal suspeito do crime.
Sem provas
O advogado argumenta que não havia provas contra o adolescente para que ele fosse apreendido no dia seguinte aos crimes. “Há fragilidade probatória, a decisão da juíza relatava que havia indícios suficientes de autoria do menor, por ele ter passagens pretéritas na Justiça e por ter sido relacionado em boletim de ocorrência, com testemunhas não identificadas. A testemunha ocular, que sobreviveu, não reconheceu o menor (como autor) em depoimento na delegacia."
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O advogado informou que ainda estuda se vai entrar com um processo contra o Estado. “Tecnicamente falando, tanto o Judiciário quanto o sistema de segurança falharam. O assassino estava solto e cometendo outros crimes, inclusive uma tentativa de homicídio, em uma oficina mecânica.”