A Polícia Civil de Goiás ainda não tem respostas sobre o paradeiro de Daiane Alves de Souza, que está desaparecida há 36 dias em Caldas Novas, no interior de Goiás. A corretora, natural de Uberlândia, na Região do Triângulo Mineiro, se mudou para a cidade goiana há dois anos. Ela foi vista pela última vez em 17 de dezembro de 2025, quando teria ido até o subsolo do prédio em que mora.
Ao Estado de Minas, a mãe da vítima, Nilse Alves Pontes, lamentou a falta de respostas e a morosidade das investigações. Até o momento, objetos pessoais como o notebook da vítima foram apreendidos pela polícia para ser periciado. “Há momentos de pânico, de muita dor. E a gente vai se apoiar em Deus”.
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O caso está sendo investigado pela 19ª Delegacia Regional de Polícia de Caldas Novas. Desde o desaparecimento, segundo a corporação, foi montada uma “força-tarefa” sob a coordenação do Grupo de Investigação de Homicídios (GIH).
“A investigação encontra-se em andamento, com a realização contínua de diligências de campo, oitivas, análises técnicas e demais medidas investigativas cabíveis, visando à localização da desaparecida e à elucidação das circunstâncias do caso”, afirmou a PCGO.
Além disso, a corporação reforçou que qualquer informação sobre o paradeiro de Daiane pode ser repassada, com garantia de sigilo absoluto, por meio do telefone 197 ou pelos canais oficiais da Delegacia de Polícia de Caldas Novas.
O que se sabe sobre o desaparecimento?
No dia em que desapareceu, Daiane foi vista pela última vez às 18h50, quando foi flagrada por câmeras de segurança do edifício. Ela entra no equipamento fazendo um vídeo com seu celular e aperta o botão do térreo e do subsolo. No primeiro andar ela sai, mas dois minutos depois volta.
A mulher filma que está entrando no subsolo, sai do elevador e não é mais vista. De acordo com familiares, as câmeras de monitoramento do edifício não mostraram a mineira saindo do local e seu carro estava em uma oficina mecânica. Além disso, tirando o celular, a mulher não estava com nenhum pertence pessoal.
Familiares explicam que Daiana fazia um vídeo para mostrar que houve um pico de energia no prédio. As imagens foram enviadas a uma amiga da vítima. No entanto, as gravações feitas após ela entrar no subsolo não chegaram a ser transmitidas.
“Ela saiu de casa nitidamente com a intenção de religar a energia. Ela saiu sem óculos e deixou a porta do apartamento aberta. A minha filha desapareceu, literalmente, dentro do prédio”, afirma a mãe de Daiane.
Desavenças
O caso ganhou repercussão pelas circunstâncias do desaparecimento, pois a moradora teria se deslocado ao subsolo do edifício por causa de interrupção no fornecimento de energia. Além disso, a corretora tinha um histórico de conflitos com o síndico do condomínio.
Mesmo sendo proprietária de alguns imóveis no prédio, em agosto deste ano a vítima teria sido impedida de entrar no local. A medida foi tomada após uma assembléia extraordinária e votada pela maioria dos proprietários. No entanto, meses depois, Daiane pôde voltar a frequentar o endereço após decisão do 1º Juizado Especial Cível e Criminal de Caldas Novas.
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“Toda a família viveu muitos problemas com o condomínio nos perseguindo e denegrindo. Vários em fase de julgamento pela Justiça”, comenta a mãe de Daiane sobre os problemas anteriores ao seu desaparecimento.
