Caso de mineira desaparecida em Goiás é investigado como possível homicídio
Daiane Alves Souza, de 43 anos, foi vista pela última vez saindo do elevador do prédio onde mora na cidade goiana em 17 de dezembro de 2025
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O desaparecimento da corretora de imóveis Daiane Alves Souza em Caldas Novas, município turístico do interior de Goiás, completa um mês neste sábado (17/1). Os últimos registros da moradora, que é natural de Uberlândia, no Triângulo Mineiro, foram feitos pelas câmeras do elevador do edifício em que mora. Nessa sexta-feira (16/1), a Polícia Civil de Goiás informou que o caso passou a ser apurado pelo Grupo Especial de Investigação de Homicídios.
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A corporação também informou que realiza uma força-tarefa, com diligências, oitivas, análises técnicas e outras medidas investigativas. A Polícia também anunciou que não irá veicular "informações adicionais" do caso por enquanto. A decisão teria o objetivo "de preservar o sigilo necessário às diligências em curso e evitar prejuízo às apurações".
O caso ganhou repercussão pelas circunstâncias do desaparecimento, pois a moradora teria se deslocado ao subsolo do edifício por causa de interrupção no fornecimento de energia.
Além disso, Diane, que se mudou para a cidade goiana há dois anos, teria histórico de conflitos com o síndico. Ela move uma ação judicial contra o condomínio desde o ano passado. A mineira e o síndico chegaram a participar de uma audiência de conciliação virtual em outubro do ano passado, mas não houve acordo.
Um cartaz com a foto de Daiane tem sido veiculado pela polícia, a fim de localizar testemunhas e indícios do paradeiro da corretora.
O que se sabe sobre o desaparecimento?
No dia em que desapareceu, Daiane foi vista pela última vez às 18h50, quando foi flagrada por câmeras de segurança do edifício. Ela entrou no elevador fazendo um vídeo com seu celular e apertou os botões do térreo e do subsolo. No primeiro andar, saiu, mas dois minutos depois voltou.
A mulher filma que está entrando no subsolo, sai do elevador e não é mais vista. De acordo com familiares, as câmeras de monitoramento do edifício não mostraram a mineira saindo do local, e seu carro estava em uma oficina mecânica. Além disso, tirando o celular, a mulher não estava com nenhum pertence pessoal.
Familiares explicam que Daiane fazia um vídeo para mostrar que houve um pico de energia no prédio. As imagens foram enviadas a uma amiga da vítima. No entanto, as gravações feitas após ela entrar no subsolo não chegaram a ser transmitidas.
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“Ela saiu de casa nitidamente com a intenção de religar a energia. Ela saiu sem óculos e deixou a porta do apartamento aberta. A minha filha desapareceu, literalmente, dentro do prédio”, afirma a mãe de Daiane, Nilse Alves Pontes.